<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7998570290250471812</id><updated>2012-02-16T10:27:20.922-08:00</updated><title type='text'>Santa Eustóquia de Messina, Clarissa</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://eustoquiademessina.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998570290250471812/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eustoquiademessina.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Clarissas na Igreja</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03913513095221943274</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M7SaW0lNoiU/TFRrvs45klI/AAAAAAAAARg/lfffamfiKR0/S220/P1190350.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>10</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7998570290250471812.post-7172960263172264862</id><published>2010-09-15T10:29:00.001-07:00</published><updated>2010-09-15T10:29:42.347-07:00</updated><title type='text'>Breve Biografia</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; 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 &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_M7SaW0lNoiU/TJECYZXrpbI/AAAAAAAAAfw/uxUnGB4a53c/s1600/EUSTOQUIA.BMP" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_M7SaW0lNoiU/TJECYZXrpbI/AAAAAAAAAfw/uxUnGB4a53c/s320/EUSTOQUIA.BMP" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;SANTA EUSTÓQUIA DE MESSINA (1434-1485)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Filha de uma rica e nobre família messinense, Esmeralda Calafato nasceu na pequena aldeia chamada Anunciata, a poucos quilômetros de Messina, no extremo sul da Itália (ilha da Sicília) aos 25 de março de 1434, quinta-feira santa. Seu pai, Bernardo, nobre da Catânia, era um rico comerciante entre o oriente e as terras do baixo Mediterrâneo, a serviço do rei Afonso V de Aragão e da Sicília. A mãe, Mascalda Romano, representante da aristocracia romana, era de ótimas virtudes cristãs, de profunda oração e de um amor generoso para com os doentes e os pobres. Esmeralda foi a quarta dos seis filhos de Mascalda e Bernardo. Cresceu seguindo o exemplo da mãe, desenvolvendo desde cedo um espírito inquebrantável de oração, sacrifício e penitência. Dedicava-se aos pobres com amor, vendo neles o rosto do próprio Cristo. Foi educada pela mãe no espírito de oração e piedade, no amor generoso para com os pobres e doentes na vida penitente. Seu pai, como comerciante, muito seguidamente se ausentava de casa, em suas viagens de comércio entre o oriente e as terras do baixo Mediterrâneo e numa de suas viagens chegou a ficar fora de casa cinco anos. Os irmãos maiores, Antônio e Baldo, e o pai, sonhavam Esmeralda bem colocada no mundo e, através de um ato jurídico, aos 11 anos de idade prometeram-na como esposa, ainda com onze anos, a um viúvo de trinta anos, comerciante como eles, entre os países do oriente próximo e os do Mediterrâneo. A morte prematura do noivo, fez retornar a serenidade ao coração de Esmeralda aos treze anos. Ela relutava diante da ideia das núpcias terrenas, sua aspiração era a vida claustral. Mais uma vez os dois irmãos, na ausência do pai contrataram casamento, sem sua aprovação. Sua fervorosa oração na noite anterior ao encontro com o futuro marido, obteve-lhe a liberdade para realizar seus planos. Deus dispôs os acontecimentos de modo que seu noivo repentinamente teve de partir para regiões longínquas, com a previsão de uma longa ausência. Assim, depois de ter suportando longas e duras lutas, por causa da resistência do pai e dos irmãos, pode realizar seu anseio de vida franciscana com quinze anos, ao final de 1449, um ano depois da morte do pai. Ingressou no Mosteiro de Clarissas urbanistas de Basicó, em Messina; era um patronato régio, que acolhia as jovens de família nobre não destinadas às núpcias, e nem sempre chamadas por inspiração divina. Lá Esmeralda recebe o nome de Irmã Eustóquia. Inflamada de amor pelo seu Esposo Celeste, ligou-se a ele especialmente no mistério da Paixão. Fez de Jesus o respirar de sua vida, dia e noite o quis amado pelas suas coirmãs, para as quais concebeu o desejo de uma vida de total dedicação à pobreza absoluta. Inspirada pelo movimento de reforma franciscana do ramo observante na Sicília, desejava conformar a sua vida no espírito da Regra própria de Santa Clara. Superando numerosos obstáculos, sobretudo da parte da abadessa do Mosteiro de Basicó, obteve com a ajuda da própria mãe Mascalda e de sua irmã Margarida, uma bula do Papa Calisto III (1457) e outra no ano seguinte com a ordem de fundar em Messina um Mosteiro sob a Regra de Santa Clara. Com apenas duas companheiras, depois de inúmeros sofrimentos em Basicó, Eustóquia sai do Mosteiro de Urbanistas à noite, sem ser notada. Com Jacoba Policino e Lisa, aloja-se num velho hospital (1460). Ao final de 1460, com a aprovação do Papa Calisto III, através de Bulas de 1457 e de 1458, fundou o seu mosteiro com a Forma de Vida de Santa Clara, no local de um velho hospital em Messina. Foi seguida em seu ideal de austeridade amorosa a Jesus sofredor e pobre, pela companheira Jacoba Pollicino, que foi a sua biógrafa, e com a qual se revezou nos serviços de abadessa, vigária e mestra durante todo o tempo de sua vida, por escolha das irmãs. Entre as novas seguidoras que ingressaram, viu com alegria a própria irmã Margarida (Mita), e Paula, de onze anos, filha de seu irmão Antônio, já falecido no final de 1458. As péssimas condições do hospital exigiram que se transferissem depois de três anos para um novo locar, onde ainda permanece atualmente o Mosteiro Mosteiro Montevirgine de Messina. Eustóquia foi eleita abadessa e neste ofício se revesou com Jacoba até o final da vida. Não queria que uma abadessa continuasse no ofício por mais de três anos, talvez motivada pela experiência de Basicó, onde a mesma abadessa governou durante toda a sua vida (1433-1482). Eustóquia tinha apenas trinta anos quando teve de aceitar, a pedido das irmãs e do Bispo, &amp;nbsp;o cargo de abadessa de suas irmãs, que amou com coração de mãe, pronta a todo o sacrifício e com a ternura própria de quem gerou, no espírito, modelando-as conforme o seu “dulcíssimo” amado, objeto contínuo e insubstituível de seus pensamentos e de seu amor, olhado especialmente para as suas dores e as suas humilhações. Teve à sua escola também a mãe, Mascalda, uma nobre romana, que se fez clarissa em 1464, e morreu provavelmente em 1482, pouco antes de sua filha Mita, que havia recebido o nome de Francisca, e morreu a 19 de novembro de 1483. Eustóquia lutou por uma autêntica vivência da pobreza evangélica e franciscana. Ela interessou-se grandemente pela espiritualidade de Santa Clara; obteve do Protomosteiro de Assis uma cópia dos escritos da fundadora da Ordem, que se conservam atualmente como o importante Códice de Messina (com duas versões da Regra de Santa Clara - latim e dialeto siciliano, o Privilégio da Pobreza, a Forma de Vida do cardeal Reinaldo, o Testamento de Santa Clara, a Bênção, e uma Bula de Eugênio IV de 1447). Ao seu fervoroso empenho deve-se a tradução da Regra de Santa Clara para o dialeto siciliano, o que facilitava enormemente a leitura e o estudo para as Irmãs que não sabiam o latim. Todo este trabalho fez parte de um conjunto de reformas de grande importância para a renovação da vivência do ideal clariano em sua pureza evangélica. Exortou as suas irmãs, com o exemplo e a palavra, à oração litúrgica das horas diurnas e noturnas, à freqüência dos sacramentos, à participação pessoal e íntima no divino Sacrifício da Missa, em tributo de gratidão viva ao Senhor; à adoração do “Altíssimo Sacramento”, desenvolvida também à noite; à estima sincera e a um interesse vivo pelas indulgências; à meditação e contemplação da Paixão do Senhor, com o intento de chegar à união esponsal com Jesus, até o dom místico. A experiência mística e espiritual de Santa Eustóquia põe em destaque no amor profundo à Paixão de Jesus. Escreveu uma série de meditações intituladas Livro da Paixão, a pedido das próprias Irmãs, que ficavam encantadas com as exortações que fazia oralmente. Este livro está em harmonia com os Evangelhos, com um prólogo e dezesseis capítulos. Ao final de cada um dos primeiros dez capítulos, sugere algumas considerações suas; depois prefere a simples narração, alimento para a amorosa contemplação pessoal, na qual ela parece estar inteiramente absorta. O texto, em dialeto aproximativo do toscano (copia de um texto siciliano) foi encontrado em 1979 por um jesuita, Francisco Terizzi na Biblioteca Ariostea de Ferrara. Jacoba, depois da morte de Santa Eustóquia enviou uma cópia à abadessa de Foligno, a Bem-aventurada Cecília Coppoli (1486) juntamente com o texto da Legenda, biografia compilada em colaboração com Jacoba, Cecília Ansalom e Jerônima Vacari, companheiras de Eustóquia. Teve a coroação de espinhos, invisível, por doze anos; depois, por três anos, os últimos de sua vida, os estigmas, invisíveis, nas mãos e nos pés, com a ferida visível do lado e a transverberação do coração. Foi assistida pelo Senhor, também milagrosamente, nas não poucas dificuldades que obstaculizaram com tenacidade e de direções diversas, o seu caminho para a perfeição, e o seu chamado a ser modelo e guia para tantas outras almas sobre a mesma via do seguimento de Jesus Cristo. Não procurou a ajuda dos poderosos, mas não refutou a colaboração dos corações generosos, que considerou como a mão da Divina Providência, na qual unicamente pôs as suas esperanças. Foi fiel imitadora de São Francisco e de Santa Clara. A fama de santidade de Eustóquia e os milagres que realizou já em vida atraíram-lhe a estima e o afeto do povo messinense, perdurando nos séculos. Em 1482, morreu a mãe de Santa Eustóquia, que ingressara na escola da filha em 1464. No seguinte ano morre também Margarida, sua irmã, que na Ordem tomara o nome de Francisca (19 de novembro de 1483). Morreu a 20 de janeiro de 1485, depois de sérios períodos de enfermidade, em que procurou identificar-se profundamente com os sofrimentos de Jesus em sua paixão. E floriram em torno ao seu corpo ainda incorrupto, favores e graças, mesmo extraordinárias, até os nossos dias. Foi beatificada por Pio VI em 1782, e canonizada por João Paulo II em 12 de junho de 1988. Seu corpo permaneceu incorrupto na igreja do Mosteiro Montevirgine em Messina. Foi canonizada a 11 de junho de 1988 pelo Papa João Paulo II, na própria cidade de Messina. Celebramos sua festa no dia 20 de janeiro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7998570290250471812-7172960263172264862?l=eustoquiademessina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eustoquiademessina.blogspot.com/feeds/7172960263172264862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://eustoquiademessina.blogspot.com/2010/09/breve-biografia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998570290250471812/posts/default/7172960263172264862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998570290250471812/posts/default/7172960263172264862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eustoquiademessina.blogspot.com/2010/09/breve-biografia.html' title='Breve Biografia'/><author><name>Clarissas na Igreja</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03913513095221943274</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M7SaW0lNoiU/TFRrvs45klI/AAAAAAAAARg/lfffamfiKR0/S220/P1190350.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_M7SaW0lNoiU/TJECYZXrpbI/AAAAAAAAAfw/uxUnGB4a53c/s72-c/EUSTOQUIA.BMP' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7998570290250471812.post-8827091245890673152</id><published>2010-09-15T10:18:00.001-07:00</published><updated>2010-09-15T10:18:40.684-07:00</updated><title type='text'>Reforma Eustoquiana</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; 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 &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_M7SaW0lNoiU/TJD_blGf9vI/AAAAAAAAAfo/KHBDthsqD-o/s1600/regoleeustochia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_M7SaW0lNoiU/TJD_blGf9vI/AAAAAAAAAfo/KHBDthsqD-o/s320/regoleeustochia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;h1 style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; text-decoration: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h1 style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; text-decoration: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h1 style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; text-decoration: none;"&gt;&lt;b&gt;REFORMA EUSTOQUIANA (1440-1485) - Santa Eustóquia de Messina&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;A reforma de Santa Eustóquia de Messina (1434-1485), embora partilhando as mesmas aspirações do grande movimento reformador franciscano dos Observantes, assumiu características bem próprias. A reformadora, possuindo uma personalidade firme e marcante, imprimiu tendências próprias ineludíveis à reforma clariana na Sicília. Era inteligentíssima, vivaz, dotada de sendo crítico e prático, sensível, compreensiva, altruísta e generosa. Sua intensa vida mística, seu bom senso e a capacidade de harmonização, sua atividade dinâmica fizeram do Mosteiro Montevergine, início da reforma, um poderoso centro espiritual mesmo ainda hoje. Com justiça pode-se dar o nome de reforma Eustoquiana ao movimento por ela realizado. Tornou-se famosa não só na Sicília, mas também na Toscana e na Úmbria. Tendo ingressado num Mosteiro de Clarissas Ubanistas em Basicó - Messina no ano de 1449, depois de alguns contatos com os Frades Menores Observantes que realizavam a reforma da Sicília, começa a batalhar seriamente para que o Mosteiro de Basicó adote a Regra de Santa Clara. Enfrentou seríssimas oposições por parte de um grupo de Irmãs, sobretudo da abadessa que esteve no cargo desde 1433 até 1482. Desde o seu ingresso Eustóquia reza muito pelo seu ideal. Encontra apoio de algumas Irmãs, mas a maioria se opõe, pois nem todas ingressaram ali por inspiração divina e não anseiam pela mesma radicalidade de vida. Basicó é um patronato real que acolhe as jovens da nobreza não destinadas ao casamento para não dispersar a riqueza das famílias. Assim foram introduzidos uma série de abusos que questionam Eustóquia. Através da ajuda dos Frades Menores Observantes, da própria mãe, Mascalda Romano, de sua irmã Margarida e de um grande benfeitor - Bartolomeu Ansalone consegue duas bulas de Calisto III (1457 e 1458) com a ordem de fundar em Messina um mosteiro com a Regra de Santa Clara. Mesmo com as bulas papais autorizando a fundação e a possibilidade de levar consigo companheiras, Eustóquia não consegue deixar Basicó com facilidade. As pressões crescem, e são drásticas. A abadessa não permite que saiam com ela outras irmãs. Por fim, em 1460, com Jacoba Policiano e Lisa, conseguem fugir à noite e se alojam num velho hospital já&amp;nbsp; preparado para elas. Ali ingressam numerosas jovens. Também sua mãe, sua irmã e uma sobrinha chamada Paula. Com a ajuda dos Frades Menores Observantes, Eustóquia conseguiu em Assis uma cópia (do original) da Regra de Santa Clara, do Testamento e da Bênção, do Privilégio da Pobreza, juntamente com a forma de vida do cardeal Reinaldo. Com outros documentos, estes compõem o importante e famoso Códice de Messina. Além disso, Eustóquia consegue obter uma tradução da Regra para o dialeto siciliano, o que viria a facilitar a leitura e o estudo para as que não soubessem o latim. É interessante acrescentar que no final deste texto do Códice, existe um pequeno escrito autógrafo: “E eu, irmã &amp;nbsp;caríssima, se isto observares, prometo-te a vida eterna”. A análise grafológica revela a personalidade fortíssima e corajosa da reformadora. A pobreza, no Mosteiro Montevergine, é vivida radicalmente. Eustóquia seleciona as vocações. Só ingressam jovens que se sintam chamadas à vida clariana por inspiração divina e não por outros interesses. O tempo de governo da abadessa fica restrito a três anos, talvez para corrigir o que observara em Basicó, onde a mesma pessoa permaneceu no cargo desde 1433 até sua morte em 1482 (Irmã Flos Miloso). Eustóquia foi eleita várias vezes abadessa, revezando-se no ofício com Jacoba Policiano, fiel colaboradora na reforma e biógrafa da santa. Estudaremos mais de perto na Etapa 14 a figura de Santa Eustóquia&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;BIBLIOGRAFIA &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;OMAECHEVARRIA. Ignacio, - Las Clarisas a través de los Siglos. Editorial Cisneros. Madrid 1972, p 124.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;CENNI, ELLERO - La Beata Eustochia Calafato. Arti Grafiche Siciliane, Palermo 1980.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;TERRIZZI, Francesco - Il libro della Passione. Instituto Ignatianum, Messina 1979.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7998570290250471812-8827091245890673152?l=eustoquiademessina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eustoquiademessina.blogspot.com/feeds/8827091245890673152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://eustoquiademessina.blogspot.com/2010/09/reforma-eustoquiana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998570290250471812/posts/default/8827091245890673152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998570290250471812/posts/default/8827091245890673152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eustoquiademessina.blogspot.com/2010/09/reforma-eustoquiana.html' title='Reforma Eustoquiana'/><author><name>Clarissas na Igreja</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03913513095221943274</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M7SaW0lNoiU/TFRrvs45klI/AAAAAAAAARg/lfffamfiKR0/S220/P1190350.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_M7SaW0lNoiU/TJD_blGf9vI/AAAAAAAAAfo/KHBDthsqD-o/s72-c/regoleeustochia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7998570290250471812.post-25351415101060711</id><published>2010-09-15T10:12:00.001-07:00</published><updated>2010-09-15T10:12:08.316-07:00</updated><title type='text'>O Códice de Messina</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CADMINI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CADMINI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx" rel="themeData"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CADMINI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml" rel="colorSchemeMapping"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:"Cambria Math";	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:roman;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-1610611985 1107304683 0 0 159 0;}@font-face	{font-family:Calibri;	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:swiss;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-unhide:no;	mso-style-qformat:yes;	mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:11.0pt;	font-family:"Calibri","sans-serif";	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-language:EN-US;}p.MsoHeader, li.MsoHeader, div.MsoHeader	{mso-style-noshow:yes;	mso-style-link:"Cabeçalho Char";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	tab-stops:center 220.95pt right 441.9pt;	font-size:10.0pt;	font-family:"Times New Roman","serif";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}span.CabealhoChar	{mso-style-name:"Cabeçalho Char";	mso-style-noshow:yes;	mso-style-unhide:no;	mso-style-locked:yes;	mso-style-link:Cabeçalho;	font-family:"Times New Roman","serif";	mso-ascii-font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";	mso-hansi-font-family:"Times New Roman";}.MsoChpDefault	{mso-style-type:export-only;	mso-default-props:yes;	font-size:10.0pt;	mso-ansi-font-size:10.0pt;	mso-bidi-font-size:10.0pt;	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-hansi-font-family:Calibri;}@page WordSection1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.WordSection1	{page:WordSection1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoHeader" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; text-transform: uppercase;"&gt;o códice de Messina &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;O famoso e importante Códice de Santa Eustóquia, como é chamado, conservado no Mosteiro Montevergine de Messina, contém: duas versões da Forma de Vida de Santa Clara (latim e siciliano): a versão em latim contém a aprovação do Cardeal reinaldo e a confirmação do Papa Inocêncio IV; o Privilégio da Pobreza, na versão de Inocêncio; uma cópia do Testamento de Santa Clara e da Bênção; a Bula de Eugênio IV, de 5 de fevereiro de 1447 a Frei Tiago Primaticcio, determinando a fundação do mosteiro em Messina.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7998570290250471812-25351415101060711?l=eustoquiademessina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eustoquiademessina.blogspot.com/feeds/25351415101060711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://eustoquiademessina.blogspot.com/2010/09/o-codice-de-messina.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998570290250471812/posts/default/25351415101060711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998570290250471812/posts/default/25351415101060711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eustoquiademessina.blogspot.com/2010/09/o-codice-de-messina.html' title='O Códice de Messina'/><author><name>Clarissas na Igreja</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03913513095221943274</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M7SaW0lNoiU/TFRrvs45klI/AAAAAAAAARg/lfffamfiKR0/S220/P1190350.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7998570290250471812.post-5552617682538514206</id><published>2010-09-15T10:05:00.001-07:00</published><updated>2010-09-15T10:05:42.720-07:00</updated><title type='text'>A Legenda de Santa Eustóquia</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CADMINI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CADMINI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx" rel="themeData"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CADMINI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml" rel="colorSchemeMapping"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:"Cambria Math";	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:roman;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-1610611985 1107304683 0 0 159 0;}@font-face	{font-family:Calibri;	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:swiss;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-unhide:no;	mso-style-qformat:yes;	mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:11.0pt;	font-family:"Calibri","sans-serif";	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-language:EN-US;}p.MsoHeader, li.MsoHeader, div.MsoHeader	{mso-style-noshow:yes;	mso-style-link:"Cabeçalho Char";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	tab-stops:center 220.95pt right 441.9pt;	font-size:10.0pt;	font-family:"Times New Roman","serif";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}span.CabealhoChar	{mso-style-name:"Cabeçalho Char";	mso-style-noshow:yes;	mso-style-unhide:no;	mso-style-locked:yes;	mso-style-link:Cabeçalho;	font-family:"Times New Roman","serif";	mso-ascii-font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";	mso-hansi-font-family:"Times New Roman";}.MsoChpDefault	{mso-style-type:export-only;	mso-default-props:yes;	font-size:10.0pt;	mso-ansi-font-size:10.0pt;	mso-bidi-font-size:10.0pt;	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-hansi-font-family:Calibri;}@page WordSection1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.WordSection1	{page:WordSection1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoHeader" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; text-transform: uppercase;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoHeader" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; text-transform: uppercase;"&gt;a legenda de Eustóquia de Messina&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Existem duas redações da Legenda. A primeira, de 17 de julho de 1493, é conservada na Biblioteca Cívica de Ferrara(ms.II 199); a outra pertence à Biblioteca Comunal de Perusa (ms. 1108) concluída a 25 de março de 1510. A redação de Ferrara parece mais vizinha à cópia que de Messina foi enviada a Foligno por ocasião da reunião na Porciúncula em 1486, um ano e meio depois da morte de Eustóquia. Os manuscritos de Ferrara e de Perusa contém, além disso, uma segunda carta de Jacoba escrita à distância de quatro anos da morte de Eustóquia; o manuscrito de Perusa traz, depois da segunda carta, uma primeira carta, aquela em que Jacoba comunicava, por ocasião da Porciúncula de 1485, a morte de Eustóquia, ocorrida em janeiro, acrescentando que já tinha sido escrita a Vita, e que as irmãs de Messina se dispunham a escrever o que pedira a abadessa da Clarissas de Foligno, Bem- aventurada Cecília Coppoli.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7998570290250471812-5552617682538514206?l=eustoquiademessina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eustoquiademessina.blogspot.com/feeds/5552617682538514206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://eustoquiademessina.blogspot.com/2010/09/legenda-de-santa-eustoquia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998570290250471812/posts/default/5552617682538514206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998570290250471812/posts/default/5552617682538514206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eustoquiademessina.blogspot.com/2010/09/legenda-de-santa-eustoquia.html' title='A Legenda de Santa Eustóquia'/><author><name>Clarissas na Igreja</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03913513095221943274</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M7SaW0lNoiU/TFRrvs45klI/AAAAAAAAARg/lfffamfiKR0/S220/P1190350.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7998570290250471812.post-209889377703960021</id><published>2010-09-15T09:58:00.000-07:00</published><updated>2010-09-15T09:58:43.400-07:00</updated><title type='text'>Análise Grafológica</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CADMINI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CADMINI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx" rel="themeData"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CADMINI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml" rel="colorSchemeMapping"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:"Cambria Math";	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:roman;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-1610611985 1107304683 0 0 159 0;}@font-face	{font-family:Calibri;	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:swiss;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-unhide:no;	mso-style-qformat:yes;	mso-style-parent:"";	margin-top:0cm;	margin-right:0cm;	margin-bottom:10.0pt;	margin-left:0cm;	line-height:115%;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:11.0pt;	font-family:"Calibri","sans-serif";	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-language:EN-US;}a:link, span.MsoHyperlink	{mso-style-priority:99;	color:blue;	text-decoration:underline;	text-underline:single;}a:visited, span.MsoHyperlinkFollowed	{mso-style-noshow:yes;	mso-style-priority:99;	color:purple;	mso-themecolor:followedhyperlink;	text-decoration:underline;	text-underline:single;}.MsoChpDefault	{mso-style-type:export-only;	mso-default-props:yes;	font-size:10.0pt;	mso-ansi-font-size:10.0pt;	mso-bidi-font-size:10.0pt;	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-hansi-font-family:Calibri;}@page WordSection1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.WordSection1	{page:WordSection1;}--&gt;&lt;/style&gt;&lt;meta content="text/html; 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 &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_M7SaW0lNoiU/TJD6yOSl5tI/AAAAAAAAAfQ/J9jbAWAbsfE/s1600/antonelloannunciazionesaiofrancescano.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_M7SaW0lNoiU/TJD6yOSl5tI/AAAAAAAAAfQ/J9jbAWAbsfE/s320/antonelloannunciazionesaiofrancescano.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoHeader" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoHeader" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; text-transform: uppercase;"&gt;uma análise grafológica&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Na cópia da Forma de Vida de Santa Clara em dialeto siciliano, conservada no Mosteiro Montevergine de Messina, encontra-se no final do livro, escrito por outra mão, esta palavras: “E eu, irmã caríssima, prometo-te, se isso observares, a vida eterna”, palavras com que o Ministro Geral Guilherme de Casale quis que as abadessas fechassem o rito de profissão das próprias monjas (“Et ego, soror caríssima/ si hoc servaveris/ promicto tibi vitam/ eternam.”).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Essas palavras fizeram Terrizzi pensar que talvez pudessem ser da mão de Eustóquia, também porque poderiam dizer-se o seu programa de vida, para si e para suas irmãs, presentes e futuras, e o seu feliz coroamento. Talvez seria este o único escrito pessoal seu que atualmente se encontra entre nós. Terrizzi solicitou do professor S. Bidolli a análise grafológica da letra. Ela revela surpreendentemente tudo quanto é dito na Legenda sobre a personalidade de Eustóquia, ainda que esparsamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Se esta análise foi conduzida sobre um escrito autoral de Eustóquia, temos um conhecimento dela também através da ciência aplicada em psicologia, confirmando tudo quanto já havia sido dito e ainda dando oportunamente o seu complemento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Os caracteres, muitas vezes superlativos, emergentes desta análise, nos colocam diante de uma personalidade excepcional, que dificilmente se encontraria outra além de Eustóquia, pois nas recordações do Mosteiro de Montevergine de Messina não permanece traços de outra personalidade capaz de ser colocada em confronto com a dela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Eis o resultado da análise ( Estudo e Psicologia aplicada 30027- S. Donà di Piave - Via Cezare Batista, 39): análise psicológica da personalidade de quem escreveu na página final da Forma de Vida de Santa Clara em dialeto siciliano da segunda metade do século XV, conservado no mosteiro das Clarissas de Montevergine de Messina, conseguida com o teste Marchesam sobre escrita.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;A intensidade das tendências e das atitudes são valorizadas segundo a seguinte escala de valores: nulo - leve - sensível - notável - forte - máximo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Inteligência: A inteligência, na compreensão das coisas, conceitos, situações, age com máxima velocidade, com forte confiança nos próprios meios mentais, isenta de jactância, com notável vivacidade e máximo vigor. Tem uma forte capacidade de recolher as ideias, um fortíssimo discernimento e capacidade de reflexão especulativa; dotada de fortíssima clareza, de notável senso crítico, de forte capacidade de análise, forte capacidade de coordenação e de sentido prático das coisas. A fantasia é inovativa, notavelmente propensa ao novo, mas sempre ancorada objetivamente na realidade das coisas com máximo instinto e avaliação de tempo e de meios da deliberação e na atuação. Nas insídias, sabe defender-se bem, dotada de notável intuição psicológica, de capacidade de indagar e de intuições das astúcias dos outros. É-lhe difícil compreender a mentira, pelo altíssimo espírito de sinceridade e de clareza moral.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp;Personalidade: a emotividade é notável e estimula os impulsos às reações, determinados por ímpeto máximo, por forte irritabilidade, por tensões psiconervosas e notável impaciência. Os freios porém são fortíssimos, com base em um notável controle intelectual e numa máxima capacidade de auto-disciplina. Portanto, algumas vezes pode manifestar reações um pouco violentas, que serão logo redimensionadas pelo sentido de realismo, com alguma inquietude interior de esclarecimento. É fortemente reconciliativa pelo notável amor à concórdia e pela máxima generosidade na consideração dos motivos das ações dos outros. Portanto, sofre intensamente dentro de si, freqüentemente assumindo ela mesma com forte despojamento a iniciativa na reconciliação. A avidez de gozo afetivo é máxima, estimulada pela máxima necessidade de expansão e comunicação e pela notável necessidade de desafogar na conversação a produção da própria fantasia e pelos notáveis sentimentos cordiais e calorosos. Porém, é bem atenta com quem realiza a própria conversação, amizade e intimidade, pela notável tendência a manter as distâncias das exigências éticas fortíssimas a cargo dos outros. Os afetos são delicadíssimos, dotados de calor cordial já assinalado e de ternura elevada ao misticismo, notabilíssima. Não obstante isso, o despojamento dos afetos é forte, não sentindo-se ligada por nostalgias ao passado afetivo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp;Sociabilidade: no relacionamento com o próximo é notavelmente compreensiva e maximamente generosa, com um fortíssimo sentido de respeito pela vontade alheia. Teria uma tendência a repelir pesos e cargas próprias, mas as razões altas prevalecem determinando um comportamento altamente altruístico. Com relação a si mesma, existe um senso de orgulho médio, um notável senso de decoro, um sentido equilibrado do eu. A sensibilidade à voz da consciência apresenta as características de uma altíssima repugnância pelas falhas morais e uma tendência ao escrúpulo, para o qual encontra porém um redimensionamento realístico. O senso místico é elevadíssimo, baseado sobre um fundo de sofrimento muito forte e de ternura e despojamento (com sentido sacrifical de si). Nas deliberações e decisões se vale de um fortíssimo bom senso e da elevada capacidade de harmonização das necessidades éticas e diferenciadas da pessoa, em si mesma. A ação é caracterizada de notável interdependência e da máxima atividade e dinamicidade, dotada de sensível zelo. Tem capacidade organizadora e de impor as próprias visões, não por imposição, mas pela proeminência da elevada intelectualidade e personalidade. É maximamente tenaz nas próprias realizações. A defesa das próprias ideias e propósitos é fortíssima (Professor Sante Bidoli -23.09.74).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7998570290250471812-209889377703960021?l=eustoquiademessina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eustoquiademessina.blogspot.com/feeds/209889377703960021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://eustoquiademessina.blogspot.com/2010/09/analise-grafologica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998570290250471812/posts/default/209889377703960021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998570290250471812/posts/default/209889377703960021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eustoquiademessina.blogspot.com/2010/09/analise-grafologica.html' title='Análise Grafológica'/><author><name>Clarissas na Igreja</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03913513095221943274</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M7SaW0lNoiU/TFRrvs45klI/AAAAAAAAARg/lfffamfiKR0/S220/P1190350.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_M7SaW0lNoiU/TJD6yOSl5tI/AAAAAAAAAfQ/J9jbAWAbsfE/s72-c/antonelloannunciazionesaiofrancescano.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7998570290250471812.post-2547114653191015693</id><published>2010-09-15T09:46:00.001-07:00</published><updated>2010-09-15T09:46:20.116-07:00</updated><title type='text'>A Descoberta do Livro da Paixão</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; 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 &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_M7SaW0lNoiU/TJD39g8EMvI/AAAAAAAAAfI/lzOPaVFc0NA/s1600/antonelloannunciazioneregola.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_M7SaW0lNoiU/TJD39g8EMvI/AAAAAAAAAfI/lzOPaVFc0NA/s320/antonelloannunciazioneregola.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;h1 align="center" style="text-align: center; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; text-decoration: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h1 align="center" style="text-align: center; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; text-decoration: none;"&gt;O livro da paixão&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;A) A LEGENDA E O LIVRO DA PAIXÃO&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent2"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;A Legenda de Santa Eustóquia Calafato, biografia compilada em colaboração recíproca entre as irmãs Cecília Ansalone, Giovana Vacari e Jacoba Policino, suas companheiras, e atribuída a Jacoba, que lhe deu a substancial urdidura literária. Como abadessa naquele tempo, no ano de 1486 enviou uma cópia da Legenda à Bem-aventurada Cecília Coppoli, abadessa do mosteiro de Clarissas em Foligno, que a tinha pedido explicitamente. Neste texto biográfico,faz recordação de um “Livreto da Paixão”, escrito pela mesma Eustóquia. A Legenda já havia falado de seu inflamado amor a Jesus Crucificado como característica maior de sua admirável vida, como a sua nota dominante num programa de conhecimento, de amor e de assimilação, circundados de mil atenções e ternura, e coroados, da parte do Amado, com os sinais mesmos da Paixão, feita comunhão num inebriante empenho de salvação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Deste Livreto, durante a história nestes séculos, tinha-se perdido todo traço: o último aceno sobre a existência de seu manuscrito no mosteiro das Clarissas de Montevergine é de B. Chiarello, em 1705, nas suas “Memórias sacras da cidade de Messina”. Os difíceis acontecimentos vividos por Messina, na sucessão de terremotos e destruições nos séculos, podem ter destruído a obra na qual a grande mística derramou o ardor de sua alma inebriada de Deus e apaixonada pelo Crucificado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;B) ENCONTRO DO LIVRO&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Francisco Terrizzi, SJ, que coordenou a edição do Livro da Paixão em 1979, testemunha que “um vago mas fundado pressentimento” o fez empreender buscas deste Livreto em Ferrara, na Biblioteca Cívica Ariostea, onde existe o manuscrito mais antigo da Legenda da Beata Eustóquia. A 23 de maio de 1972 encontrou-se diante do ms.II 232, com o título: “Meditazione sopra la Passione di Messer Jhesu Xo”, no qual reconheceu uma cópia do livro procurado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;C) SUAS CARACTERÍSTICAS&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Este códice mede 110mm x 75mm e tem 170 páginas, com decorativa escrita gótica em dezesseis linhas não constantes, e títulos em roxo; além disso contém belas ilustrações e as iniciais de cada capítulo decoradas. Fecha a primeira página, decorada de abundantes cravos, um medalhão com escudo dividido em dois planos: no superior há, à esquerda, uma cabeça de porco, e à direita a de um pintinho. No plano inferior se percebem o corpo do porco e do pintinho. Dir-se-ia que o escudo representa um ovo, de cujo plasma se nutrem o porco e o pintinho. O escudo está contido em dois quadrados entrelaçados horizontal e verticalmente, de modo a formar oito triângulos: no da esquerda se lê E no correspondente à direita há um J com cabeça de pintinho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Esta página, segundo Francisco Terrizzi, se apresenta como a carteira de identidade de todo o códice, que contém, além do Livro da Paixão, um “Tratado pelo qual se demonstra as coisas que são necessárias saber a cada fiel cristão em relação ao que possa levar à salvação”. O brasão que abre o Livro da Paixão neste códice deixa claro muitas coisas: o porco era o brasão dos Calafato, e em conseqüência o E do triângulo que a ele corresponde deverá ser lido como abreviação de Eustóquia Calafato; o pintinho era o brasão da família Pollicino, e o J com a cabeça de pintinho, à direita, não pode ser outra coisa que a abreviação de Jacoba Pollicino. Segundo Terrizzi, o Livro da Paixão seria atribuído a Eustóquia e, por analogia, o Tratado que segue à Paixão no mesmo manuscrito, poderia supor-se escrito por Jacoba Pollicino.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;O Livro da Paixão ocupa neste códice as primeiras 123 páginas. A cópia foi feita em Ferrara ao mesmo tempo em que era transcrita a Legenda, que terminou a 17 de julho de 1493, como faz supor o pergaminho usado, as iluminuras e miniaturas no mesmo estilo emiliano não posteriores ao segundo decênio de 1500.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;D) SUAS DIVISÕES&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;A Paixão, precedida de um prólogo, é proposta em dezesseis capítulos: inicia com a descrição de Jesus, segue Jesus no triunfo de Jerusalém, na expansão amorosa do Cenáculo, na amargura da traição, na desolação do abandono por parte dos apóstolos, nas humilhações e atrozes dores da via dolorosa, culminada na crucificação entre dois malfeitores. Deixa-o enfim deposto da cruz e fechado na solidão do sepulcro, do qual por último se afasta a Mãe dolorosa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;E) AUTORIA: ANÁLISE COMPARATIVA DO TEXTO&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Em todo o códice não há uma referência explícita ao seu autor ou à sua autora, ou a mais de uma. Encontra-se, porém, uma estranha semelhança de estilo, de linguagem e de pensamento com a Legenda de Eustóquia de Messina. Isto levou Terrizzi a empreender a análise textual comparativa das duas obras. Ainda que não seja uma radiografia nítida e completa, deu resultados inesperados e inconfundíveis: os dois trabalhos se diriam saídos do mesmo mosteiro, já que com certeza a Legenda foi escrito por Irmã Jacoba Pollicino do Mosteiro Montevergine de Messina. Se não se quisesse atribuir a Paixão à Eustóquia, que realmente escreveu uma, seria necessário atribuí-la a uma pessoa que conheceu Eustóquia e os seus costumes de vida, sua espiritualidade em que pesa profundamente o amor enamorado a Jesus Crucificado, e o desejo de fazer chegar a uma assimilação e proximidade quem medita e contempla a Paixão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;F) RESULTADOS DA ANÁLISE&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="margin-left: 18pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;1.&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;É de uma mão siciliana: a análise mostra que o Livro da Paixão não saiu das mãos de uma pessoa que falasse e escrevesse o toscano como sua língua natal. São inumeráveis e abundantíssimos os sicilianismos, aos quais Terrizzi reporta em numerosas notas na edição do Livro que organizou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="margin-left: 18pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;2.&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Não é tradução do dialeto siciliano: embora o exposto acima, o texto do códice não é tradução do siciliano. Dado que a “Paixão”, após a morte de Eustóquia, emigrou para Ferrara, houve necessidade de uma aproximação da língua do texto siciliano para o toscano. A cópia é uma mistura, com efeito, do siciliano e do toscano, feita por alguém que não dominava bem as duas línguas, e por isso só traduz parcialmente, omitindo partes fáceis e de óbvia versão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="margin-left: 18pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;3.&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Possui uma forte semelhança lingüística com a Legenda: a análise pôs em evidência também a grande semelhança lingüística entre a Paixão e a Legenda. Essas semelhanças são indicadas por Terrizzi em notas abundantes. Isto tem uma função indicadora e clarificadora, que leva à atenção para com uma maneira usual própria de pensar e de exprimir-se frente ao mesmo objeto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="margin-left: 18pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;4.&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Possui uma semelhança e profundos contatos com a Legenda: tanto a Legenda como o Livro da Paixão atribui a Eustóquia, como característica de sua espiritualidade, em referência ao seu centro de atração, um amor marcante a Jesus Crucificado. Jesus é visto quase sempre numa perspectiva de humilhação e de dor, tendo como chave o amor que de dois corações fez um, depois da purificação da ascese, na união mística, nutrida de ardor sereno e abrangente em todas as suas manifestações. Aparece, assim, que a finalidade do Livro da Paixão não é somente a de levar a uma união com Deus como comumente se compreenderia, mas especialmente a de colocar a alma sobre o caminho da cpntemplação, e iniciá-la naquela união que tem o seu termo e a sua consumação nas núpcias místicas com Jesus.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText" style="margin-left: 18pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;5.&lt;span style="font: 7pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;A belíssima gama de apelativos usados por Eustóquia em relação a Jesus, e reportados pela Legenda, repetem-se no Livro da Paixão. A alma de toda a multiplicidade de afetos, apresentados tanto num como em outro livro, através de tantos adjetivos, é sempre uma profunda ternura que reduz tudo a uma uniformidade substancial.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;G) HIPÓTESE SOBRE O MINIATURISTA&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;A abundante presença de cravos como moldura de toda a primeira página fez Terrizzi supor o trabalho do miniaturista Benvindo Sisi, chamado o “cravista” (“garófalo”). Ele é ferrarense (1481-1559), e passou à história da arte pelas muitas obras deixadas na Basílica de São Francisco em Ferrara, como o “Rafael” da pintura ferrarense. Dada a importância atribuída ao Livro da Paixão, o afeto e a estima por um livro de valor incomum, não admiraria que se tivesse recorrido a um artista de verdadeira fama para a decoração.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;H) O MANUSCRITO FV 24, DA BIBLIOTECA UNIVERSITÀRIA DE MESSINA&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Diego Ciccarelli OFMConv. num estudo sobre os Manuscritos Franciscanos da Biblioteca Universitária de Messina, editado em Roma no ano de 1978, faz um confronto entre o Livro da Paixão e as Meditationes passionis Christi contidas no ms. Fv24. As coincidências citadas por ele não são muitas, mas qualitativamente de um interesse considerável, segundo Terrizzi. Embora este não possa afirmar qual dos dois manuscritos, o de Ferrara ou o de Messina, seja anterior, nem se um dependeu do outro, vê o ms. de Messina como um “parente” próximo do Livro da Paixão, ainda mesmo se seu texto é latino. Sua composição é do século XV, a mesma época do Livro da Paixão, e é atribuído ao trabalho de um franciscano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;O Livro da Paixão parece seguir as Meditationes na estrutura e no modo de dar os títulos. A sobriedade e linearidade do Livro da Paixão manifestam uma mente sintética, distante de divagações, ainda que piedosas, o que muito contribui para a sua eficácia. Para Terrizzi, o fato de as Meditationes estarem em latim, se acaso Eustóquia as tenha utilizado, não se constitui problema, uma vez que para a cópia da Forma de Vida de Santa Clara em latim, conseguida por Bartolomeo Ansalone e por ela utilizada por toda a vida, fez uma tradução em siciliano. Todas as duas redações se conservam no arquivo do Mosteiro de Montevergine em Messina: aquela em dialeto segue a ordem e as inversões da cópia em latim, e por isso conclui-se que dela depende. Eustóquia, para facilitar o uso da Forma de Vida pelas irmãs menos instruídas, traduziu ou fez traduzi-la para o dialeto siciliano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Eustóquia endereça o seu Livro da Paixão não a si mesma, mas às suas irmãs, que haviam solicitado a ela que escrevesse algo de sua experiência espiritual na consideração mística da Paixão de Jesus, como transbordava de sua espiritualidade. Ela está longe de todo pensamento de mérito próprio, de exibicionismo dos dons recebidos de Deus. A simplicidade com que desenvolve as suas considerações sobre a Paixão reporta àquela dos Evangelhos, com elementos de tradições então correntes e expressões destacadas de sua piedade pessoal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7998570290250471812-2547114653191015693?l=eustoquiademessina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eustoquiademessina.blogspot.com/feeds/2547114653191015693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://eustoquiademessina.blogspot.com/2010/09/descoberta-do-livro-da-paixao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998570290250471812/posts/default/2547114653191015693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998570290250471812/posts/default/2547114653191015693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eustoquiademessina.blogspot.com/2010/09/descoberta-do-livro-da-paixao.html' title='A Descoberta do Livro da Paixão'/><author><name>Clarissas na Igreja</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03913513095221943274</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M7SaW0lNoiU/TFRrvs45klI/AAAAAAAAARg/lfffamfiKR0/S220/P1190350.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_M7SaW0lNoiU/TJD39g8EMvI/AAAAAAAAAfI/lzOPaVFc0NA/s72-c/antonelloannunciazioneregola.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7998570290250471812.post-423265706798195713</id><published>2010-08-22T10:31:00.001-07:00</published><updated>2010-09-15T10:25:51.466-07:00</updated><title type='text'>Biografia</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CADMINI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CADMINI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx" rel="themeData"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CADMINI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml" rel="colorSchemeMapping"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:"Cambria Math";	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:roman;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-1610611985 1107304683 0 0 159 0;}@font-face	{font-family:Calibri;	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:swiss;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-unhide:no;	mso-style-qformat:yes;	mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:11.0pt;	font-family:"Calibri","sans-serif";	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-language:EN-US;}.MsoChpDefault	{mso-style-type:export-only;	mso-default-props:yes;	font-size:10.0pt;	mso-ansi-font-size:10.0pt;	mso-bidi-font-size:10.0pt;	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-hansi-font-family:Calibri;}@page WordSection1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:36.0pt 36.0pt 36.0pt 36.0pt;	mso-header-margin:35.4pt;	mso-footer-margin:35.4pt;	mso-paper-source:0;}div.WordSection1	{page:WordSection1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_M7SaW0lNoiU/THFen7AcarI/AAAAAAAAAVA/-wmqfo5O0TQ/s1600/Eusto.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_M7SaW0lNoiU/THFen7AcarI/AAAAAAAAAVA/-wmqfo5O0TQ/s320/Eusto.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="color: #783f04; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Santa Eustóquia de Messina&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #783f04; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #783f04; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Esmeralda Calafato, fundadora do mosteiro Montevergine, em Messina, era a quarta dos seis filhos de Bernardo Calafato e de Mascalda Romano. Nasceu a 25 de março de 1434, quinta-feira santa, na aldeia Anunciata, a três quilômetros de Messina. Foi educada pela mãe no espírito de oração e piedade, no amor generoso para com os pobres e doentes na vida penitente. Seu pai era comerciante, e muito seguidamente se ausentava de casa, em suas viagens de comércio entre o oriente e as terras do baixo Mediterrâneo. Os irmãos maiores, Antônio e Baldo, e o pai, sonhavam Esmeralda bem colocada no mundo e, através de um ato jurídico, prometeram-na como esposa, ainda com onze anos, a um viúvo de trinta anos, comerciante como eles, entre os países do oriente próximo e os do Mediterrâneo. A morte prematura do futuro esposo fez retornar à serenidade a alma de Esmeralda, relutante às núpcias terrenas, e lhe deu oportunidade para esclarecer o seu pensamento e a sua aspiração à vida claustral: não tinha então ainda catorze anos. Conseguiu realizar o seu anseio de vida clariana-franciscana aos dezesseis anos incompletos, ao fim de 1449, um ano depois da morte do pai, entrando no mosteiro das Clarissas Urbanistas de Basicó, cidadezinha próxima de Messina: patronato real e asilo das jovens de família nobre, não destinadas às núpcias para não dispersar a fortuna paterna, e nem sempre ingressadas no mosteiro por divina inspiração. Chamou-se Eustóquia. Inflamada de amor pelo seu Esposo Celeste, ligou-se a ele especialmente no mistério da Paixão. Fez de Jesus o respirar de sua vida, dia e noite o quis amado pelas suas coirmãs, para as quais concebeu o desejo de uma vida de total dedicação à pobreza absoluta. Ao final de 1460, com a aprovação do Papa Calisto III, através de Bulas de 1457 e de 1458, fundou o seu mosteiro com a Forma de Vida de Santa Clara, no local de um velho hospital em Messina. Foi seguida em seu ideal de austeridade amorosa a Jesus sofredor e pobre, pela companheira Jacoba Pollicino, que foi a sua biógrafa, e com a qual se revezou nos serviços de abadessa, vigária e mestra durante todo o tempo de sua vida, por escolha das irmãs. Entre as novas seguidoras que ingressaram, viu com alegria a própria irmã Margarida (Mita), e Paula, de onze anos, filha de seu irmão Antônio, já falecido no final de 1458. A condição de decadência material da construção do antigo hospital transformado em mosteiro, depois de três anos e meio de fundação, fez com que as irmãs, que já haviam chegado ao número de doze, mudassem para um local perto de Montevergine, com a benção sensível de Deus. As jovens que ali ingressavam estavam convictas de seu ideal e faziam opção pessoal por este gênero de vida feito de humildade, escondimento, esquecimento de si e oração. De outra forma, Eustóquia não as aceitava para a radicalidade do seguimento de Jesus Cristo pobre e crucificado. Tinha apenas trinta anos quando teve de aceitar, a pedido das irmãs e do Bispo, o cargo de abadessa de suas irmãs, que amou com coração de mãe; pronta a todo o sacrifício e com a ternura própria de quem gerou, no espírito, quis sempre modelá-las conforme o seu “dulcíssimo” amado, objeto contínuo e insubstituível de seus pensamentos e de seu amor, olhado especialmente para as suas dores e as suas humilhações. Teve à sua escola também a mãe, Mascalda, uma nobre romana, que se fez clarissa em 1464, e morreu provavelmente em 1482, pouco antes de sua filha Mita, que havia recebido o nome de Francisca, e morreu a 19 de novembro de 1483. Quis que o período de abadessado não ultrapassasse um triênio, para correção do que observara em Basicó, onde a mesma pessoa estava no cargo desde 1433 e permaneceria até 1482, ano de sua morte. Exortou as suas irmãs, com o exemplo e a palavra, à oração litúrgica das horas diurnas e noturnas, à frequência dos sacramentos, à participação pessoal e íntima no divino Sacrifício da Missa, em tributo de gratidão viva ao Senhor; à adoração do “Altíssimo Sacramento”, desenvolvida também à noite; à estima sincera e a um interesse vivo pelas indulgências; à meditação e contemplação da Paixão do Senhor, com o intento de chegar à união esponsal com Jesus, até o dom místico. Com este fim, compôs o seu “Livro da Paixão”. Ele está em harmonia com os Evangelhos, com um prólogo e dezesseis capítulos. Ao final de cada um dos primeiros dez capítulos, sugere algumas considerações suas; depois prefere a simples narração, alimento para a amorosa contemplação pessoal, na qual ela parece estar inteiramente absorta. Teve a coroação de espinhos, invisível, por doze anos; depois, por três anos, os últimos de sua vida, os estigmas, invisíveis, nas mãos e nos pés, com a ferida visível do lado e a transverberação do coração. Foi assistida pelo Senhor, também milagrosamente, nas não poucas dificuldades que obstaculizaram com tenacidade e de direções diversas, o seu caminho para a perfeição, e o seu chamado a ser modelo e guia para tantas outras almas sobre a mesma via do seguimento de Jesus Cristo. Não procurou a ajuda dos poderosos, mas não refutou a colaboração dos corações generosos, que considerou como a mão da Divina Providência, na qual unicamente pôs as suas esperanças. Foi fiel imitadora de São Francisco e de Santa Clara. Adormeceu no beijo do Senhor pelo meio-dia do dia 20 de janeiro de 1485, e floriram em torno ao seu corpo ainda incorrupto, favores e graças, mesmo extraordinárias, até os nossos dias. Foi beatificada por Pio VI em 1782, e canonizada por João Paulo II em 12 de junho de 1988.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #783f04; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #783f04; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="color: #783f04; text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Irmã Sandra Maria, clarissa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="color: #783f04; text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Março-abril de 1988&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="color: #783f04; text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="color: #783f04; text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Bibliografia&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="color: #783f04; text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Terrizzi, Francesco- Il Libro della Passione Scritto dalla beata Eustochia Calafato,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="color: #783f04; text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Clarissa messinese (1434-1485) - Istituto Ignatianum, Messina 1979 &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #783f04;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7998570290250471812-423265706798195713?l=eustoquiademessina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eustoquiademessina.blogspot.com/feeds/423265706798195713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://eustoquiademessina.blogspot.com/2010/08/biografia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998570290250471812/posts/default/423265706798195713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998570290250471812/posts/default/423265706798195713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eustoquiademessina.blogspot.com/2010/08/biografia.html' title='Biografia'/><author><name>Clarissas na Igreja</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03913513095221943274</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M7SaW0lNoiU/TFRrvs45klI/AAAAAAAAARg/lfffamfiKR0/S220/P1190350.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_M7SaW0lNoiU/THFen7AcarI/AAAAAAAAAVA/-wmqfo5O0TQ/s72-c/Eusto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7998570290250471812.post-2146657146055010434</id><published>2010-08-22T10:21:00.001-07:00</published><updated>2010-08-22T10:38:37.406-07:00</updated><title type='text'>Homila Canonização</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; 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 &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_M7SaW0lNoiU/THFbhdN8yGI/AAAAAAAAAU4/qJmYJbfCiYU/s1600/smeraldapapa1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_M7SaW0lNoiU/THFbhdN8yGI/AAAAAAAAAU4/qJmYJbfCiYU/s320/smeraldapapa1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #783f04; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Visita Pastoral do Papa João Paulo II a Messina e Reggio Calabria&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #783f04; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #783f04; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Canonização da Bem-aventurada Eustoquia Calafatto, Clarissa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #783f04; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #783f04; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Homilia do Papa João Paulo II – Messina, sábado, 11 de junho de 1988.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #783f04; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #783f04; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;1.“Eu sou a verdadeira videira” (&lt;i&gt;Jo&lt;/i&gt; 15, 1)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #783f04; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Cristo pronuncia estas palavras, a alegoria da videira e dos ramos, um dia antes de sua paixão. Por isso, essas palavras adquirem um significado particular. Pode-se dizer que, entre as parábolas do Evangelho, essa contem em si uma singular síntese da obra salvífica de cristo, cujo cume é o mistério pascal. “Eu sou a verdadeira videira e o meu Pai é o agricultor”. Aqui encontramos como que um comentário daquelas outras palavras: “Meu Pai trabalha sempre e também eu trabalho” (Jo 5,17). O Pai trabalha mediante o Filho. O operar do Pai assemelha-se ao verdadeiro trabalho do vinhateiro. Quando o Filho chama a si mesmo de “verdadeira videira”, diz isso por que o Pai decidiu permanecer nele e por ele implantar a vida nova no homem: nas almas humanas, na história humana. Na vigília de sua morte, Jesus falou aos apóstolos, e isso tem uma grande eloquência. Porque justamente tal morte, a morte dele, o sacrifício da cruz, tornar-se-á fonte de vida para o homem. Essa é a “videira” mediante a qual a nova vida, a vida divina deve permanecer unida aos “ramos”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #783f04; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;2.Escutando o atual texto do evangelho, a nossa atenção se concentra em particular sobre um “ramo”, em cuja videira divina que é Cristo deu fruto de vida nova: um fruto particularmente abundante. A Igreja alegra-se&amp;nbsp; de poder hoje aqui, em Messina, proclamar solenemente a santidade de uma fiel filha de vossa terra siciliana: a Bem-aventurada Eustóquia Esmeralda Calafato. Esta jovem, estimando Cristo sobre todas as coisas, doou-se totalmente a Ele e iniciou um caminho de crescimento na caridade mediante severos sacrifícios e longas vigílias de adoração diante daquele trono de misericórdia, que é a cruz, diante daquele trono de majestade, que é o tabernáculo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #783f04; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;3.As leituras da presente liturgia de canonização nos permitem penetrar de modo melhor na história da alma desta nova santa da Igreja. Escutemos, portanto, das palavras do salmo, este fervente grito do coração, que procura Deus com todas as suas forças. Com anseio e em espírito de piedade elevamos a voz para dizer: “Ó Deus, Tu és o meu Deus, desde a aurora te procuro, minha alma tem sede de ti” (Sl 62,1). Madura e serena é aquela alma que percebe a exigência de Deus com a mesma intensidade acom a qual a “terra deserta, árida, sem água” (Sl 62,2) espera a chuva que dá refrigério e vida. Adulta na fé e alegre na graça é aquela pessoa que, seja no silêncio da noite e da contemplação, seja na oração simples, elevada também no trabalho cotidiano, confia-se à paternidade divina para ter conforto e paz: Deus concede sempre esses dons a quem se refugia sob as suas asas (Sl 62,9). A contemplação da misericordiosa bondade divina é alimento e bebida que “sacia a alma” (Sl 63,6), que é repletada pela linfa vital de Cristo. O assemelhamento a Jesus, que decorre disso, faz viver a pessoa de modo sobre-humano, porque não se vive mais por si mesmo, mas por Deus, realizando os seus desejos e participando de sua vida, procurada com anseio incessante (Sl 62,2).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #783f04; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;4.O grande Pascal colocou na boca de Cristo estas palavras: “Não me procurarias, se não tivesses me encontrado” (B.Pascal, “Pensèes”,553). Não me procurarias, se eu mesmo por primeiro não te houvesse chamado. As palavras do profeta Oséias aludem justamente a este chamado, ao convite de Deus. E este é o convite às núpcias espirituais. Deus chamou Santa Eustóquia, tomou-a para si (Os 2,16) e ela, no deserto de sua estreita cela e nas prolongadas vigílias, viveu à espera de seu Senhor e Esposo, o qual a tornou capaz de entender as divinas palavras que dirigia ao seu coração (Os 2,16). O Onipotente a fez sua esposa para sempre na caridade e na compaixão, e com esta verdadeira, divina justiça conduziu-a na santidade, plenificando-a de bens (Os 2,21). De sua parte, a nova santa, com humilde constância, perseverou neste amor e não hesitou jamais no sacrifício, para crescer e tal amor e permanecer nele.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #783f04; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;5.Quando, portanto, a alma humana sente o chamado de seu Deus, daquele Deus que ela procura, sem o qual é “como terra deserta, árida, sem água” (Sl 62,2), então se cumpre no homem uma conversão sempre mais profundo. E esta conversão é, ao mesmo tempo, uma grande “revalorização”, como deixa entender Paulo na Carta aos Filipenses. O chamado, conversão, que derivou do encontro com Cristo no caminho de Damasco, produziu no Apóstolo das gentes um completo desenvolvimento dos “valores”. Daquele momento o perseguidor dos cristãos começou a ter como perda tudo aquilo que antes considerava como um ganho. E, ainda que o seguimento de Cristo houvesse levado consigo perseguições, sofrimentos e fadigas não comuns, ele não mudou sua decisão, antes reforçou em si mesmo (cf. Fl 3,8). Na luz do Redentor Ressuscitado, seu único desejo foi alcançar a comunhão total com Ele (cf. Fl 3,9). Paulo, qual inexperiente fariseu, havia tentado dar-se uma justiça própria mediante uma pontual observância da Lei em todas as suas prescrições. Mas com a sua conversão, compreendeu que a verdadeira justiça vem unicamente do Senhor Deus. A condição de antes, de não poder receber tal dom de benevolência é pobreza de espírito que abre a alma a Cristo e a leva a amá-lo mais do que a si mesma. Alargada pela fé, a justiça divina arranca os homens da baixeza do mal e os eleva ao vértice da filialidade sobrenatural. De tal altitude luminosa é possível ter um olhar vasto, penetrante, que consente de conhecer em profundidade o mistério de Cristo (Fl 3,10). E tal conhecimento de Cristo, no qual “estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência” (Cl 2,3), é valor supremo para o homem “convertido”, transformado pela graça, e é conhecimento não redutível a um mero arrependimento intelectual. Essa é a comunhão de mente e de coração com Cristo-Verdade, graças à qual se torna plenamente participante de sua paixão, morte e ressurreição, condividindo com Ele também a força redentora. O conhecimento de Cristo, a consciência de ser ligados a Ele, de “encontrar-se nele mediante tal conhecimento”, nos faz acolher a “justiça que deriva de Deus”, como graça nascida do empenho e como depósito, que nos torna certos da utilidade das energias despendidas com dedicação para a edificação de Reino.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #783f04; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;6.Nisso é esplêndido o exemplo de Santa Eustóquia. Ela, colocando-se com assiduidade na escola de Cristo Crucificado, acreditou na sua consciência e, meditando os mistérios esplendentes de graça, concebeu um fiel amor por Ele. Para nossa Santa, a vida claustral não foi uma mera fuga do mundo para refugiar-se em Deus. Ela, com severa ascese que se impôs, queria certamente unir-se a Cristo, eliminando sempre mais aquilo que nela, como em todo ser humano havia de caduco, mas sentia de estar ao mesmo tempo unida a todos. Da cela do mosteiro de Montevergine ela estendia a sua oração e o valor de sua penitência ao mundo inteiro. De tal modo entendia estar vizinha a cada irmão, aliviar toda dor, pedir perdão pelo pecado de todos. Hoje Santa Eustóquia nos ensina a preciosidade da consagração total a Cristo, a amar com afeto esponsal, devoto, completo. Quando se adere a Ele, se ama com o próprio coração dele, que possui uma capacidade infinita de caridade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #783f04; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;7.Neste dia de festa, caros irmãos e irmãs da comunidade eclesial de Messina, Lapari, Santa Lucia de Mela, uno-me à vossa alegria e vos dirijo com júbilo estas palavras plenas de afeto pastoral. É coisa para mim grata colocar, em primeiro lugar, a minha saudação aos senhores Cardeais presentes, ao Arcebispo da diocese, a quem agradeço pelas cordiais palavras, com as quais me expressou, em nome próprio e de todos, sentimentos de devoção, manifestando as esperanças e os propósitos de bem, presentes em cada um dos fiéis. Desejo saudar os confrades no episcopado, os sacerdotes, os religiosos e as religiosas. Em particular, saúdo particularmente as Irmãs Clarissas da Segunda Ordem Franciscana, da qual fazia parte aquela que agora é inscrita no álbum dos santos. Apresento uma deferente saudação a todas as autoridades civis e militares, que com preciosa colaboração facilitaram esta minha vinda a Messina. Chegue, enfim, a minha saudação a vós todos, caros irmãos e irmãos, que viestes em tão grande número e com vossa presença festiva manifestais de modo simples, mas autêntico, a comunhão com a Igreja, com o sucessor de Pedro, confirmando assim significativamente quanto disse o vosso Arcebispo. Caríssimos, enquanto vos digo a minha complacência pelo devoto afeto que tendes pela vossa santa, e exorto a serdes como ela, testemunhas da luz que ilumina todo homem. Durante séculos a invocastes e honrastes como protetora; continuai a imitar a piedade eucarística dessa Santa; como ela, amai Maria Santíssima, cuja devoção é bem radicada em vossa terra, como egregiamente foi atestado por numerosas Igrejas a ela dedicadas na cidade e na diocese, primeiro de todas a Catedral, onde é venerada sob o título de “Senhora da Carta”, e como demonstra também a alta coluna que, ao ingresso do porto traz a estátua da Mãe do redentor. Meus caros, recorrei sempre à Virgem Santa e ela, além de favorecer o vosso assemelhamento a Jesus, vos ensinará a cumprir quanto é grato a Deus, o qual consagra aquilo que lhe é oferecido, como esta celebração eucarística recorda e cumpre.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #783f04; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;8.”Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo se não permanecer na videira, assim também vós, se não permanecerdes em mim” (Jo 15,4). Eis, hoje a Igreja retorna à história de um desses ramos, cuja vida se sintetiza plenamente neste “permanecer” em Cristo. “Quem permanece em mim e eu nele, dá muito fruto, porque sem mim nada podeis fazer” (Jo 15,5). Eis, a vossa nova santa “messinense”, filha da Sicília, parece repetir através dos séculos e das gerações este convite de Cristo: “Permanecei em mim e eu em vós” (Jo 15,4). Este convite foi confirmado pelo testemunho de Santa Eustóquia, como em antecedência, o foi pelo testemunho da vida de todos os santos desta ilha, desde os primeiros séculos do cristianismo. Hoje, este convite é dirigido pela nova santa em particular a vós sacerdotes; a vós religiosos e religiosas: que escolhestes a vida da plena consagração para servir com toda energia à edificação do Corpo místico da Igreja. É dirigido a vós esposos, para que a vossa família seja no mundo testemunho da fidelidade amorosa do Criador; a vós trabalhadores, que contribuís para levar elementos novos para uma construção comum, onde o Senhor possa dar a paz e serenidade a todos. Convida também vós, caros jovens, para que vos dediqueis ao conhecimento de Cristo, resposta verdadeira a toda pergunta e a toda espera.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #783f04; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;9.“Permanecei em mim e eu em vós”. “Nisto é glorificado meu Pai: que deis muitos frutos e vos torneis meus discípulos” (Jo 15,8). A Igreja, elevando à glória dos altares a nova santa, glorifica deus. “A glória de Deus é que o homem viva!” (Santo Irineu), que viva aquela plenitude de vida que é Cristo: a videira. Sim! O homem é chamado à glória em Cristo Crucificado e Ressuscitado. E, nesta exaltação do homem, o Pai e o “agricultou ou vinhateiro”. A santidade do homem, o fruto da cultura e o trabalho de Deus, a messe do mistério pascal, graças à qual cada coisa é restaurada em Cristo é a glória de Deus mesmo. Humilde serva de teu Mestre, Santa Eustóquia! Os teus concidadãos e toda a Igreja rejubilam-se pela glória que recebe Deus, Pai do Senhor Jesus Cristo, do fruto maduro de tua santidade! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #783f04; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #783f04; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Ao término da liturgia para a canonização de Santa Eustóquia Esmeralda, nos pavilhões da Feira de Messina, o Santo Padre João Paulo II dirigiu aos presentes estas palavras:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Caríssimos irmãos e irmãs, eu quero junto de vós, agradecer ao Senhor por esta celebração eucarística e por esta canonização de vossa concidadã, de vossa padroeira, &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="color: #783f04;"&gt;Santa Eustóquia Esmeralda. Agradeço ao senhor, agradecendo ao mesmo tempo todos os meus irmãos e irmãs, a começar pelos irmãos no episcopado, os sacerdotes, os religiosos e religiosas, e todos aqueles que contribuíram na preparação desta esplêndida celebração. Especialmente agradeço o Coral. Mas quero dizer mais: agradeço toda Sicília que nos deu esta nova Santa, agradeço todas as Igrejas que estão na Sicília, deste ponto que se situal na parte oriental da ilha, vizinho a Reggio Calábria, onde amanhã devemos concluir o XXI Congresso Eucarístico nacional italiano. Não se poderia imaginar uma introdução, uma vigília melhor para conclusão do Congresso eucarístico, do que isso que vivemos juntos aqui em Messina, com esta celebração e esta canonização.Ousaria inserir em esta estupenda Liturgia Eucarística também o conjunto da beleza natural que nos circunda, aqui vizinho a nós e distante! Podemos dizer que a natureza mesma entra em nossa oração e se faz também liturgia, uma liturgia cósmica, penetrada da presença de Deus, penetrada da obra contínua do Espírito Santo; que prepara nossos espíritos humanos a entrar na realidade de Deus uno e trino, Pai, Filho e Espírito Santo! Assim, queridos irmãos e irmãos, desejo que esta celebração seja para todos nós um grande encorajamento espiritual, para toda a população messinense e siciliana. O vosso Arcebispo citou no início o mundo universitário. Não podendo encontrar esta comunidade acadêmica, desejo, como conclusão desta nossa celebração, dizer a todos os seus componentes, professores e estudantes, que estavam presentes em nosso coração e em nossa memória, presentes com seu trabalho, com seu compromisso cultural que reveste tanta importância para a formação do futuro de cada homem e de cada nação. Assim também a cultura entra na oração, entra na liturgia, juntamente com a natureza, enquanto a cultura quer dizer: o homem canta a glória de Deus, porque a vocação do homem é ser glória de Deus! Seja louvado Jesus Cristo!&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7998570290250471812-2146657146055010434?l=eustoquiademessina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eustoquiademessina.blogspot.com/feeds/2146657146055010434/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://eustoquiademessina.blogspot.com/2010/08/homila-canonizacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998570290250471812/posts/default/2146657146055010434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998570290250471812/posts/default/2146657146055010434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eustoquiademessina.blogspot.com/2010/08/homila-canonizacao.html' title='Homila Canonização'/><author><name>Clarissas na Igreja</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03913513095221943274</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M7SaW0lNoiU/TFRrvs45klI/AAAAAAAAARg/lfffamfiKR0/S220/P1190350.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_M7SaW0lNoiU/THFbhdN8yGI/AAAAAAAAAU4/qJmYJbfCiYU/s72-c/smeraldapapa1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7998570290250471812.post-1564472945358026878</id><published>2010-08-22T10:13:00.001-07:00</published><updated>2010-08-22T10:37:16.173-07:00</updated><title type='text'>Eustóquia: Liturgia</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; 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 &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_M7SaW0lNoiU/THFae1TvUPI/AAAAAAAAAUw/50t9HitIpcY/s1600/Marilene056.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://2.bp.blogspot.com/_M7SaW0lNoiU/THFae1TvUPI/AAAAAAAAAUw/50t9HitIpcY/s200/Marilene056.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="color: #783f04; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;20 de janeiro - Santa Eustóquia de Messina&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="color: #783f04; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp;virgem da Ordem de Santa Clara&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="color: #783f04; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #783f04; text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;De rica e nobre família de Messina, nasceu a 25 de março de 1434. Superadas duras lutas pela resistência do pai e irmãos, ingressou entre as Clarissas Urbanistas de Messina. Lutou por uma autêntica vivência do ideal de Santa Clara, obtendo através do Protomosteiro de Assis os Escritos e a Forma de Vida da Fundadora da Ordem. A característica principal de sua piedade foi o profundo amor à Paixão do Senhor. Realizou uma reforma da Ordem, fundando o Mosteiro Montevergine de Messina, de Clarissas que passaram a observar a regra de Santa Clara. Morreu a 20 de janeiro de 1485. João Paulo II a canonizou a 12 de junho de 1988.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #783f04; text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="color: #783f04; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Segunda leitura&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #783f04; text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #783f04; text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Do Livro da Paixão, escrito por Santa Eustóquia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #783f04; text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;“Além disso, para melhor imprimir-se na mente a história e o fato da paixão se Cristo, ser-lhe-á muito útil criar na mente todos os lugares e as pessoas necessárias, que intervieram na paixão. Assim se deve formar na mente uma cidade, a qual seja claro e pareça ser a cidade de Jerusalém e nesta forma formar-se-ão todos os outros lugares, como sejam: o templo, o cenáculo, onde Cristo ceou com os discípulos, a casa de Anás, de Caifás e de Pilatos, e todos os outros lugares necessários; e assim os lugares próximos, como o horto onde orava Cristo sobre o monte das Oliveiras, a cidade de Marta e de Maria, isto é, Betânia, e o lugar onde o Senhor Jesus foi crucificado, isto é, o Monte Calvário. Também será muito útil, para mais enamorar-se do Senhor Jesus, imaginar na mente a sua forma, a estatura do seu corpo, a qual descreveremos como se fosse de fato. Depois sugeriremos, de parte em parte, toda a paixão. É necessário, ainda, que a alma que devotamente se exercita nesta meditação, sempre imagine estar presente, e assim se comporte no falar, no sofrer e no olhar, como se tivesse diante dos olhos o seu Senhor que sofre. E assim o Senhor estará presente, se ele for pensado como se estivesse, e receberá os votos e os atos de sua esposa devota. E não se queira transcorrer às pressas a paixão, mas sobre cada ato se fará demora e morada. E, se a alma sente doçura, compaixão ou devoção em alguma passagem, ali fique e deleite-se na graça, até que seja prazer ao dulcíssimo Esposo dá-la; e faltando esta, passe a outro, por ordem, meditando sempre com demora e piedosa compaixão.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #783f04; text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="color: #783f04; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Oração&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="color: #783f04; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="color: #783f04;"&gt;Ó Deus, que pela contínua meditação da Paixão de vosso Filho, inspirastes à virgem Santa Eustóquia desprezar as riquezas e prazeres deste mundo, concedei que saibamos&amp;nbsp; desapegar-nos das coisas que passam e buscar de coração sincero as eternas. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7998570290250471812-1564472945358026878?l=eustoquiademessina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eustoquiademessina.blogspot.com/feeds/1564472945358026878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://eustoquiademessina.blogspot.com/2010/08/eustoquia-liturgia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998570290250471812/posts/default/1564472945358026878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998570290250471812/posts/default/1564472945358026878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eustoquiademessina.blogspot.com/2010/08/eustoquia-liturgia.html' title='Eustóquia: Liturgia'/><author><name>Clarissas na Igreja</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03913513095221943274</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M7SaW0lNoiU/TFRrvs45klI/AAAAAAAAARg/lfffamfiKR0/S220/P1190350.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_M7SaW0lNoiU/THFae1TvUPI/AAAAAAAAAUw/50t9HitIpcY/s72-c/Marilene056.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7998570290250471812.post-5290967627981292013</id><published>2010-08-22T09:45:00.001-07:00</published><updated>2010-08-22T09:45:31.773-07:00</updated><title type='text'>O livro da Paixão</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 12" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CADMINI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CADMINI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx" rel="themeData"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CADMINI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml" rel="colorSchemeMapping"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:"Cambria Math";	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:roman;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-1610611985 1107304683 0 0 159 0;}@font-face	{font-family:Calibri;	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:swiss;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-unhide:no;	mso-style-qformat:yes;	mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:11.0pt;	font-family:"Calibri","sans-serif";	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-language:EN-US;}.MsoChpDefault	{mso-style-type:export-only;	mso-default-props:yes;	font-size:10.0pt;	mso-ansi-font-size:10.0pt;	mso-bidi-font-size:10.0pt;	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-hansi-font-family:Calibri;}@page WordSection1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:36.0pt 36.0pt 36.0pt 36.0pt;	mso-header-margin:35.4pt;	mso-footer-margin:35.4pt;	mso-paper-source:0;}div.WordSection1	{page:WordSection1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_M7SaW0lNoiU/THFT3HHu1dI/AAAAAAAAAUo/CB2EYlGGJLA/s1600/img.livrodapaixao3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_M7SaW0lNoiU/THFT3HHu1dI/AAAAAAAAAUo/CB2EYlGGJLA/s320/img.livrodapaixao3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;O LIVRO DA PAIXÃO&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Santa Eustóquia de Messina&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;(1434-1485)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Ordem de Santa Clara&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Ms II 232 - Biblioteca Civica Ariostea - Ferrara&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Ms FV 24 - Biblioteca Universitária - Messina&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Tradução e introdução: Irmã Sandra Maria, osc&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Digitação: Irmã Maria Renata, osc&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Segundo o texto de:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Terrizzi, Francesco - &lt;span style="text-transform: uppercase;"&gt;Il Libro della Passione, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; text-transform: uppercase;"&gt;scritto dalla Beata Eustochia Calafatto&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; text-transform: uppercase;"&gt;­Clarissa Messinese (1434-1485&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp;Istituto lgnatianum, Messina 1979.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Introdução&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Santa Eustóquia de Messina e o Livro da Paixão&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Santa Eustóquia nasceu a 25 de março de 1434, na pequena al­deia Anunciata, perto de Messina. Filha de Bernardo Calafato e de Mascalda Romano, recebeu no batismo o nome de Esmeralda. Foi educada pela mãe no espírito de oração e piedade, no a­mor generoso para com os pobres e doentes e na vida penitente. Os irmãos, Antônio e Baldo, e o pai, rico comerciante entre o oriente e as terras do Mediterrâneo, sonhavam-na bem colocada no mundo, e a prometeram, aos onze anos, como esposa a um rico viúvo, comerciante como eles. Mas a morte prematura do futuro esposo devolveu-lhe a serenidade e deu-lhe ocasião de esclare­cer a sua vocação e aspiração à vida claustral. Depois de nume­rosas e duras lutas, pela resistência do pai e dos irmãos, in­gressou, após a morte do pai, no Mosteiro de Clarissas Urbanistas de Basicó. Tinha então dezesseis anos incompletos (l449). Inspirada pelo movimento de reforma franciscana na Sicília desejava conformar a sua vida ao espírito de perfeita observân­cia da Regra própria de Santa Clara. Superando obstáculos de todo gênero, obteve finalmente do Papa Calisto III a permissão de fundar em Messina um Mosteiro com a Regra de Santa Clara. Depois de onze anos de seu ingresso, deixa Basicó em 1460 com apenas duas companheiras, Jacoba e Lisa. Alojam-se primeiramente num velho hospital. Entre as abundantes vocações do início, atraídas pelo testemunho de vida de Irmã Eustóquia, ingressam no novo Mosteiro clariano, a própria mãe dela, sua irmã Margarida (Mita) e a sobrinha Paula. Alguns anos depois, devido às precárias condições do velho hospital que haviam adaptado por Mosteiro, transferem-se para o local onde atualmente ergue-se o Mosteiro de Montevergine, em Messina. Em 1464, Irmã Eustóquia é eleita abadessa e neste ser­viço à comunidade, se revezou com Jacoba, sua fiel companheira e biógrafa, até o final da vida. Amou as suas filhas com cora­ção de mãe, pronta a todo sacrifício e com a ternura de quem gerou no espírito. Lutou por uma autêntica vivência da pobreza evangélica franciscana. Interessou-se grandemente pela espiritualidade de Santa Clara, obtendo para seu Mosteiro, cópia dos escritos da fundadora da Ordem, no Protomosteiro de Assis. Este é o famoso Códice de Messina, no qual se encontram duas versões da Regra de Santa Clara (uma em latim, outra em siciliano), o Privilégio da Pobreza, a Forma de Vida de Reinaldo e sua aprovação por Inocêncio IV, o Testamento de Santa Clara, a Bênção, e uma Bula de Eugênio IV. Deve-se ao empenho de Santa Eustóquia a tradução da Regra em dialeto siciliano, o que facilitava o estudo e a leitura para as Irmãs que não sabiam o latim. Durante a sua vida, a fama de santidade e os vários milagres que realizou atraíram o afeto e a estima do povo messinense. Sua fama cresceu ainda mais, nos séculos, após sua morte, a 20 de janeiro de 1485, depois de longos períodos de enfermidade, em que procurou se identificar profundamente com os sofrimentos de Jesus. Canonizada por João Paulo II a 12 de junho de 1988 em Messi­na, Santa Eustóquia torna-se para a Ordem das Clarissas mais um sinal e um testemunho claro de alguém que seguiu com fidelidade radical o ideal evangélico de pobreza e fraternidade que empolgou Francisco e Clara. A característica principal da experiência espiritual e mística de Santa Eustóquia, nos passos mesmos de Clara e Francisco, foi um amor profundo à Paixão de Jesus. Escreveu, a pedido de suas irmãs, que a ouviam continuamente falar dela, uma série de meditações, entituladas “Livro da Paixão”. A Legenda de Santa Eustóquia, escrita à raiz de sua morte por Jacoba Policino, faz menção explícita de um “Livreto da Paixão”, escrito por Eustóquia. Dele, no entanto, se perdeu todo traço, durante muito tempo... Pesquisando em bibliotecas antigas de várias cidades italia­nas, Francisco Terrizzi, SJ finalmente encontrou na Biblioteca Cívica Ariostea, de Ferrara (onde existe também o manuscrito mais antigo da Legenda) em 1972, um manuscrito com o título: “Meditazione sopra la Passione di Messer Jhesu Xo”, o qual identificou como uma cópia do Livro da Paixão, feita em torno da mesma data daquela da Legenda. Este texto manuscrito, redata­do em dialeto toscano, mas com inúmeros sicilianismos. Francisco Terrizzi coordenou uma edição desta obra, em 1979 na qual faz abundantes comparações com as informações da Legenda e tenta provar com análises aprofundadas em diversos sentidos, a sua tese de que a autora destas meditações é real­mente Eustóquia de Messina. Nesta obra, a Paixão, precedida de um prólogo, é proposta em dezesseis capítulos: inicia com a descrição de Jesus, segue-o no triunfo de Jerusalém, na expansão amorosa do cenáculo, na a­margura da traição, na desolação do abandono dos apóstolos, nas humilhações da via dolorosa, que culminam na crucifixão. Deixa-o, finalmente, deposto da cruz e fechado na solidão do sepulcro, do qual se afasta por último a Mãe dolorosa. Num estilo todo particular, esses escritos ressaltam verda­deiramente a genuína espiritualidade de Eustóquia, seus costu­mes de vida, seu amor enamorado a Jesus Crucificado e o seu profundo desejo de fazer chegar a uma assimilação e proximidade de Jesus pobre e sofredor, aqueles que meditam e contemplam a Paixão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Terrizzi, Francesco - Il Libro della Passione, scritto dalla Beata Eustochia Calafatto&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;­Clarissa Messinese (l434-1485) Istituto lgnatianum, Messina 1979.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;O Livro da Paixão&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Santa Eustóquia de Messina, Clarissa (l434-1485)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;1.Em nome do Senhor Jesus. Começa a paixão do Senhor Jesus Cristo, como nela se deva meditar. E antes o prólogo e etcétera. A qualquer alma devota, que por fervente amor deseja unir-se a Deus e tornar-se esposa de seu dulcíssimo Redentor Jesus Cristo, é necessário que sobre todas as coisas se esforce com suma diligência e piedosa compaixão, em todas as horas e em todo o tempo, por ter na memória a sua sacratíssima paixão e, com o pensamento contínuo, a ela volver, pois não há algo que prenda o afeto amoroso em Deus, quanto a memória de sua paixão. Diz São Bernardo: Sobre todas as coisas, ó bom Jesus, eu faço digno de amor o cálice que tu bebeste, obra de nossa redenção... Este é aquele que tudo atrai a si o nosso amor; este certamente é aquele que mais lisonjeiramente atrai a nossa devoção; e esta mais justamente exige e mais fortemente retém, e mais grandemente atrai o afeto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;2. Mas, porque é coisa difícil, especialmente àqueles que não têm a mente exercitada por longa experiência, ter continuamente na memória a paixão, a alma desejosa de entrar no envolvente jardim da contemplação e da oração mental, que excede toda outra meditação da paixão de Cristo, portanto, alguma vez ao dia e também à noite, e ao menos à noite após completas e depois de matinas, vão a certo lugar afastado do barulho e das pessoas, e recolha a sua mente em si mesma, afastando-a de todo pensamento terreno e medite a paixão particularmente, e por distintas partes, devotamente e com compaixão até às lágrimas, de passo em passo, com humilde afeto para com o seu sofrimento e aflição, pensando e imaginando-se estar presente a todos aqueles atos que meditará acerca da paixão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;3.Além disso, para melhor imprimir-se na mente a história e o fato da mesma paixão, ser-lhe-á muito útil criar na mente todos os lugares e as pessoas necessárias, que intervieram na paixão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Assim se deve formar na mente uma cidade, a qual seja claro e pareça ser a cidade de Jerusalém e nesta forma formar-se-ão todos os outros lugares, como sejam: o templo, o cenáculo, onde Cristo ceou com os discípulos, a casa de Anás, de Caifás e de Pilatos, e todos os outros lugares necessários; e assim os lugares próximos, como o horto onde orava Cristo sobre o monte das Oliveiras, a cidade de Marta e de Maria, isto é, Betânia, e o lugar onde o Senhor Jesus foi crucificado, isto é, o Monte Calvário.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;4.Também será muito útil, para mais enamorar-se do Senhor Jesus, imaginar na mente a sua forma, a estatura do seu corpo, a qual descreveremos como se fosse de fato. Depois sugeriremos, de parte em parte, toda a paixão. É necessário, ainda, que a alma que devotamente se exercita nesta meditação, sempre se imagine de estar presente, e assim se comporte no falar, no sofrer e no olhar, como se tivesse diante dos olhos o seu Senhor que sofre. E assim o Senhor estará presente, se ele for pensado como se estivesse, e receberá os votos e os atos de sua esposa devota. E não se queira transcorrer às pressas a paixão, mas sobre cada ato se fará demora e morada. E, se a alma sente doçura, compaixão ou devoção em alguma passagem, ali fique e deleite-se na graça, até que seja prazer ao dulcíssimo Esposo dá-la; e faltando esta, passe a outro, por ordem, meditando sempre com demora e piedosa compaixão. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;5. Mas saiba a alma que quer sentir gosto na paixão, e ter proveito nesta ciência, que segundo diz São Bernardo, é sobre todas as ciências, será necessário que com grandíssima solicitude, se abstenha do alimento delicado e de bebida imoderada, e segundo a necessidade se utilize de um e de outro com temperança. E ao mesmo tempo é necessário que se guarde do muito falar e da alegria vã e inconsequente, porque não convém àquele que quer experimentar a dor de Cristo, ficar inutilmente nas palavras, no riso, nos jogos e na vã alegria; e, brevemente dizendo, da solicitude temporal e do deleite vem a consolação carnal; por isso, não combinam bem juntas a consolação da carne e a contemplação da paixão do Senhor, pois que têm nomes contrários.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;6. Assim sendo, vamos ao nosso propósito, descrevendo a paixão, por partes e por capítulos, sugerindo algumas admoestações, para levar a alma à devoção. E antes descreveremos a forma de pessoa do Senhor Jesus&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Da forma, estatura e características do Senhor Jesus Cristo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Capítulo Primeiro&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;7.Segundo o que se encontra escrito, no tempo de imperador Otaviano, sendo costume que de todas as partes do mundo, aqueles que eram das províncias sujeitas aos romanos, escreviam aos senadores de Roma todas as novidades que ocorriam pelas partes do mundo, um chanceler, chamado pelo nome de Lentulo, tendo o ofício nas partes da Judeia de Herodes, escreveu aos senadores de Roma desta forma:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;8. Apareceu em nossos dias, e está ainda entre nós um homem de grande virtude, chamado Jesus Cristo, o qual é chamado pelas gentes profeta da Verdade, e cujos discípulos chamam de Filho de Deus. Ele ressuscita os mortos e cura as enfermidades: homem de estatura mediana, e atraente sobre todos os outros, tendo uma face venerável, a qual os guardas podem temer e amar; tendo os cabelos da cor de uma avelã madura, lisos quase até as orelhas e para baixo, cabelos pendentes, crespos e um pouco mais louros e resplandecentes, caídos pelos ombros; tendo a divisão em meio à cabeça, segundo o costume dos nazarenos; a fronte larga e claríssima, com a face sem tensões e qualquer mancha; adornado de um avermelhado temperado. Sobre o nariz e a boca não há nenhuma observação a fazer. Tem a barba espessa e de pelo jovem de primeira barba, e de cor semelhante a seus cabelos; não longa, mas dividida em duas partes.. Tem o aspecto simples e maduro, com olhos diferentes e cla­ros. Nas repreensões, terrível; nas admoestações, agradável e amável. Alegre, observando sempre a gravidade; jamais foi visto rir, mas chorar sim. Na estatura do corpo, grande, alto e ereto, tendo as mãos e braços agradáveis de se ver. No falar, grave, claro e modesto entre os filhos dos homens.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;9.Como o Senhor Jesus chegou a Jerusalém sobre o jumento,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;acompanhado pelas turbas; e como afastou aqueles que vendiam e com­pravam no templo de Deus.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Capítulo Segundo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Aproximando-se o termo, o qual a divina Providência eterna­mente havia estabelecido, em que o seu Filho Unigênito, encarnado no ventre virginal, viesse a sofrer a paixão e a morte horrível da cruz para resgatar a geração humana, este benigníssimo Jesus, como em todo o tempo de sua vida e em todos os seus atos demonstrou suma humildade, assim perto de seu fim, chegando a paixão, tomou princípio de humildade, vindo sobre um jumento à ci­dade de Jerusalém, onde deveria receber a morte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;10.Havendo ele feito a ceia, seis dias antes da Páscoa, com os seus discípulos em Betânia, cidade de Maria e de Marta e de Lázaro, cidade que distava cerca de duas milhas de Jerusalém, e feita a mesma ceia em casa de um certo Simão leproso, amigo e doméstico de Maria e de Marta, e na qual Maria Madalena derramou um frasco de unguento precioso sobre a cabeça do Senhor Jesus, e feita a ceia, partindo com os discípulos e indo sobre o monte das Oliveiras, onde sempre à noite se reuniam, o qual estava pouco distante da cidade de Betânia, depois, na manhã do dia se­guinte, ou seja, a manhã de domingo, que é o domingo das oliveiras, esse dulcíssimo Jesus, chamando os seus discípulos, disse-lhes: “Ide à cidade que está diante de vós, onde encontrareis uma jumenta amarrada, com o seu jumentinho; soltai-o e trazei-o a mim” E se alguém vos contradisser, dizei-lhe que o Mestre necessita dele e imediatamente vos deixara trazê-lo.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;11.E indo os obedientes discípulos, encontraram tudo como lhes havia dito o Mestre. E recebida a licença dos senhores dos animais, trouxeram a um e outro ao seu Mestre. E subindo o doce Jesus sobre a jumenta, começaram a descer o monte e caminhavam para Jerusalém. E tendo caminhado um pouco, desceu da jumenta e montou sobre o jumentinho. E, chegando ele assim acompanhado e circundado de seus discípulos, estando na descida do monte, grande multidão de pessoas, as quais tinham ido a Betânia para ouvirem a novidade do milagre de Lázaro, que havia ressuscitado; ouvindo que o Senhor Jesus descia do monte vieram ao seu encontro, e para fazer-lhe maior honra, alguns deles, despojando-se das vestes, as estendiam sobre a terra, para que o jumentinho sobre elas passasse. Alguns outros erguiam galhos de oliveira e cortavam ramos e folhas e os lançavam por terra; e parte andando adiante, parte seguindo, gritavam cantando: “Hosana, Filho de Davi; bendito aquele que vem em nome do Senhor.” E com estes louvores e cantos, acompanhando-o, introduziram-no nas portas de Jerusalém. E vendo o Senhor Jesus a cidade de Jerusalém, movido de compaixão, começou a chorar sobre ela. E, entrando pela sua porta, os fariseus e escribas, tendo-lhe inveja de tanta honra, diziam: “Mestre, repreende os teus discípulos; Tu não ouves o que eles dizem?” E as criancinhas diziam: “Bendito aquele que vem em nome do Senhor.” Aos quais ele respondeu: “Em verdade vos digo que, se estes calarem, as pedras gritarão.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;12.E tendo entrado então no templo, e ali encontrando aqueles que trocavam dinheiro e que vendiam bois e ovelhas, os expulsou para fora do templo, dizendo: “A minha casa e casa de oração e vós a fizestes covil de ladrões.” E depois, tendo curado muitos enfermos, cegos e coxos, que estavam no templo, disputou com os escribas e fariseus. E sendo já hora das vésperas, não havendo ninguém que o convidasse à sua casa, partiu de Jerusalém com os seus discípulos e retornou a Betânia, à casa de Marta. E depois, à noite, segundo o costume, recolheu-se com seus discípulos sobre o monte das Oliveiras, admoestando-os e ensinando-os.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;13.Assim, pensa aqui, alma, com piedosa compaixão, a grande humildade do doce Jesus, o qual nos mostra, por seu exemplo, como é falso o apetite de honras mundanas, que, vendo ele vir-lhe ao encontro a grande turba para fazer-lhe honra, tomou a vileza de um jumento, vilíssimo animal; pois era esse jumento reservado ao serviço comum dos pobres. Pensa aqui devotamente, com piedosa compaixão e considera os discípulos que circundavam o seu Mestre, plenos de grande alegria, vendo renderem-lhe tanta honra. E tu, juntamente com eles, aproximando-te do jumento, acompanha o suavíssimo Jesus até Jerusalém, e dele não te afastes, pensando-te bem-aventurada de poder tocar a fímbria de suas vestimentas. Alem disso, tem compaixão do teu Senhor, que, sendo-lhe feita tanta honra honra, não encontrou em toda a cidade, quem o convidasse à sua casa, e oferecesse a sua hospitalidade. E voltando-te para ele, com lágrimas e humildade, fala-lhe e dize-lhe: “Ó dulcíssimo Jesus, faze-me digna de receber-te como hóspede e dize-me aquilo que disseste a Zaqueu: ‘Desce, que hoje me convém pousar em tua casa’. Faze-me digna de receber-te em meus braços, doce Jesus, que eu possa dizer aquilo que está escrito nos cânticos: ‘Ó meu amado, descansa em meu peito; agarrei-me a ele e não o largarei’.” (Ct 2,16; 3,4)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;14.Como na segunda e terça-feira Jesus retornou a Jerusalém,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;e como na quarta-feira foi vendido por Judas aos Judeus.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Capítulo Terceiro&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Na manhã seguinte, isto é, segunda feira, o dulcíssimo Jesus, com seus discípulos, retornou a Jerusalém e esteve o dia todo no templo a disputar com os judeus; à noite retomava a Betânia e ceados em casa de Marta, depois iam para o monte, permanecendo ali à noite. E assim fez no dia seguinte, isto é, na terça-feira. Na quarta-feira não tornou mais a Jerusalém, mas permaneceram em casa de Marta, ou sobre o monte. E naquele dia os príncipes dos sacerdotes e escribas congregados no palácio de Caifás, não podem do mais suportar por inveja o Senhor Jesus, fizeram conselho de matá-lo, e diziam: “Guardemo-nos de fazer isto no dia da festa da Páscoa, que se aproxima, para que não se faça tumulto entre o povo.” E fazendo esses príncipes esses discursos, eis Judas, iniquíssimo, o qual havendo deixado Cristo com os outros discípulos, e vindo à cidade, e tendo sabido que os judeus se congregaram para tratar da morte de Cristo, entrou junto deles e disse: “O que me quereis dar, e eu vo-lo darei nas mãos? “Os quais, vendo e ouvindo que ele era dos discípulos, se oferecia para traí-lo, e ele, pedindo-lhes somente trinta moedas, ofereceram-lhe e prometeram dar-lhe ajuda quando lhes pedisse. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;15.Pensa aqui, devotamente, a dileção e o amor do Senhor Jesus para com as suas diletas Maria e Marta, em casa das quais se reunia; e fala para o amado dizendo: “ó dulcíssimo Senhor, como foram bem-aventuradas aquelas tuas diletas, as quais fizeste dignas que fossem tuas hospedeiras.” E pensa com que diligência serviam ao seu amado Mestre; e especialmente como Maria não podia separar-se dele, estando também atenta ao seu doce contemplar. E assim tu, semelhantemente, como se te fosse presente com Maria, olha e contempla o benigníssimo Esposo, tocando-o e, com o rosto banhado inteiro de lágrimas, dele deleitando-te, serve-o juntamente com Marta, dando-lhe água para as mãos e, pedindo-lhe que te dê aquela água da qual, falando com a samaritana, dizia: “Quem bebe da água, a qual eu darei, não terá sede eternamente”. Ó doce Jesus, dá à minha cabeça água e aos meus olhos fontes de lágrimas, para que banhe inteiros os teus pés, tanto que de ti ouça aquela suavíssima palavra: “Perdoados te são os teus pecados.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;16.Como na quinta-feira, os discípulos prepararam a ceia e como na ceia Jesus lavou os pés aos seus discípulos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Capítulo Quarto&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;À quinta-feira, que se chama o primeiro dia dos ázimos, estando o Senhor Jesus ainda com seus discípulos sobre o monte das Oliveiras, vendo os discípulos aproximar-se a festa dos Judeus, na qual, segundo o costume, se matava o cordeiro e comia-se com os ázimos, disseram ao Senhor Jesus: “Mestre, onde queres tu que preparemos para comer a Páscoa?” Aos quais ele respondeu: “Entrai em Jerusalém e, chegando, vos virá ao encontro um homem que leva uma ânfora de água. Segui-o até a casa onde ele entrar, e dizei ao dono da casa: ‘O Mestre diz: Onde é a sala onde eu comerei a Páscoa com os meus discípulos?' E ele vos mostrará um cenáculo grande e naquele lugar preparai-a.” E indo eles, encontraram como o Mestre lhes havia dito e assim dispuseram e preparando aquilo que precisava, voltaram para junto do Mestre, referindo-lhe o que haviam feito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;E pela hora das vésperas, partindo o benigníssimo Jesus com todos os seus discípulos, vieram a cidade, àquele local onde estava preparado, isto é uma casa de um notável e rico cidadão familiar e oculto discípulo do Senhor Jesus. A esta ceia vieram ainda alguns outros discípulos do Senhor; e estando tudo preparado, pôs-se o dulcíssimo Mestre a sentar-se à mesa com os seus doze apóstolos somente, e os outros serviam e traziam os alimentos, os quais aquele gentil homem havia feito preparar, e especialmente, segundo o costume da Páscoa, o cordeiro assado, e as ervas agrestes com o pão ázimo. Era esta mesa quadrada, baixa, segundo o costume dos judeus, a qual está hoje em Roma, e é larga, para cada um, um lado do quadrado, dois braços e um palmo; de modo que apertadamente podiam estar três discípulos em cada lado. E o Senhor Jesus se pôs num lado e começaram a comer. E depois que haviam comido um pouco, o piedoso Jesus, conhecendo que era chegada a hora de passar deste mundo ao Pai, querendo mostrar a seus discípulos o amor que sempre lhes tivera,levantou-se da mesa e despojando-se do manto que trazia e, pegando um pano, cingiu-o a si; depois, com as suas mãos santíssimas, tomou da água, a qual havia ordenado que fosse morna, e lançou-a na bacia, e olhando os discípulos e, fazendo por reverência, ajoelhando-se no chão, começou por Pedro a lavar-lhes os pés. Havia feito os discípulos levantarem-se da mesa, levando-os a um outro lugar. E Pedro, vendo o seu Mestre e Senhor reclinando-se adiante para lavar-lhe os pés, cheio de espanto, lhe disse: “Ó Senhor que é isto que me fazes? Vais tu lavar os pés?” Ao qual, o manso Jesus respondeu: “Pedro, aquilo que eu faço, tu não sabes agora, mas sabê-lo-ás depois.” E Pedro respondeu : “Senhor, tu não me lavaras os pés jamais.” E Jesus lhe disse: “Se eu não te lavar os pés, não terás parte comigo.” Então Pedro, amedrontado por esta resposta, estendendo-lhe os pés, disse: “Senhor, não si os pés, mas as mãos e a cabeça.” E, tendo lavado os pés a Pedro, lavou-os a todos os discípulos e a Judas o qual, pela resposta que havia dado a Pedro, não teve coragem de contradizer. Depois, retomando à mesa, e sentados como antes, o suavíssimo Jesus começou a falar a eles, e disse: “ Sabeis vos o que eu vos fiz? Vós me chamais Senhor e Mestre, e dizeis bem porque assim&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; o sou. Se eu, então, que sou vosso Senhor e Mestre, vos lavei os pés, assim vós deveis lavar os pés uns dos outros; porque&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;  eu vos dei o exemplo que, como eu fiz, façais vós.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;17.Considera aqui, alma devota, que em Jesus te queres deleitar, todos os atos maravilhosos que fez nesta ceia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;E, se queres experimentar desta ceia suavíssima, põe-te a servir o teu suavíssimo Esposo. Considera a grande humildade do manso Jesus, o qual, sendo Senhor e Mestre de todos, se humilhou a lavar os pés. Vê quanto é grande a sua humildade. Vê que se despoja, como fazem os servos. E tu, devotamente tomas as tuas vestimentas, tendo-lhes estreitadas em teu peito. Vê a sua grande limpeza, que ele cinge em torno de si um pano: e tu devotamente põe-lhe este quando o pede. Vê a profunda humildade, que ele mesmo põe a água na bacia: e tu, devotamente, ajuda a jogá-la. Vê como humildemente se ajoelha aos pés dos discípulos: e tu, humildemente, com pranto, ajoelha-te diante de teu Esposo, que por ti tanto se humilhou. Olha ainda a sua grandíssima benignidade para com o seu traidor: humilhou-se a lavar os seus pés. E brevemente considera todos os atos que fez, e a todo ato faze presente, se queres ter devoção.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;18.Como na ceia comunicou aos seus discípulos e instituiu o sacramento de seu Corpo e de seu Sangue;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;e como predisse que deveria ser traído.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Capítulo Quinto&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Lavados que foram os pés aos discípulos, e depois estando a comer, tomou o Senhor Jesus do pão, que estava sobre a mesa e, rendendo graças a Deus, o abençoou, e fazendo doze partes, deu-as a cada um dos discípulos, dizendo: “Tomai e comei; este é o meu corpo que por vós será traído. E fazei isto em minha comemoração e memória.” Depois tomou o cálice e nele colocou vinho, rendendo graças, igualmente deu-o a todos, dizendo: “Bebei todos deste cálice porque e o meu Sangue do Novo Testamento, o qual por vós e por muitos será derramado, em remissão dos pecados.” &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;19.Depois disto, tendo comunicado, o doce Jesus, turbado em espirito, voltando-se para os discípulos, disse-lhes: “Em verdade, em verdade vos digo, que um de vós, que come comigo, deverá me trair.” Então os discípulos, ouvindo tal palavra, diziam: “Senhor, serei eu?” O Senhor então respondeu: “Um daqueles que põe comigo a mão no prato, é aquele que me trairá.” Mas por isso os discípulos não puderam compreender quem fosse, pois naquela hora mais de um colocava a mão no prato. E Judas, então, que era um daqueles, disse: “Mestre, sou eu?” Então o piedoso Jesus, não porém manifestando, disse: Tu o dizes “, como se dissesse: “Tu mesmo o dizes, não eu.” Certamente é de crer que se o benigno Jesus tivesse manifestado o seu traidor, os outros discípulos não teriam podido resistir de saltar sobre ele. Pois, desejando todos saber quem fosse, Pedro fez sinal a João Evangelista, o qual o Senhor Jesus amava, e João, pela palavra que o Mestre havia dito, tinha se inclinado sobre o peito de Jesus para perguntar ao Mestre quem seria aquele. E João, inclinado sobre o peito do Mestre querido, disse: “Senhor, quem é aquele que te deve trair?”Ao qual o caro Mestre respondeu: “Aquele a quem darei o pão tinto, é esse.” E imediatamente, tomando uma fatia de pão, e estendendo-a deu-a a Judas; recebida a mesma, o demônio entrou nele. E então, voltando-se para Judas, o Senhor Jesus disse: “Judas, aquilo que deves fazer, fazei-o logo.” A tais palavras, nenhum dos discípulos compreendeu. Pois Judas era o ecônomo, pensaram que o Senhor houvesse ordenado que comprasse alguma coisa para a festa, ou que desse alguma coisa para os pobres.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;20.Aqui permanece, alma devota, e todas as coisas nomeadas rumina devotamente, e não sem lágrimas, pois o amoroso Esposo muito se deleita de lágrimas derramadas por seu amor na oração. Considera antes o admirável mistério de seu Corpo e Sangue que Cristo fez naquela santíssima ceia, e nota como este sacramento instituiu para que se tivesse memória, e da sua santíssima paixão, e fala ao teu dileto Esposo, e dize-lhe: “Como deveria eu esquecer jamais de ti e da cruz, tendo continuamente diante de mim este memorial do teu sacramento? Mas dá-me, doce Senhor, a graça de dignamente recebê-lo, e que experimente a sua doçura e suavidade, e tome o exemplo do ato que tu fizeste aos teus discípulos diante do que comunicaste, isto é, que tu lavas- te seus pés. Que eu lave e limpe primeiro as minhas mãos e meus pés pelas lágrimas da compunção e devoção interior; para que eu possa dignamente receber este teu sacramento e ter contínua memória de tua morte.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;21.Considera também com piedosa compaixão a amarga palavra que o doce Jesus reservou, depois da ceia, aos seus discípulos, dizendo: “Um de vós me há de trair.” Pensa quanta dor cada um sentia, ouvindo que o seu Mestre lhes deveria ser tirado. E tu, juntamente com eles, chora, derramando piedosas lágrimas, dizendo: “Quem te deve trair, doce Mestre, benigno Senhor quem te separará de mim? Quem te tirará de mim, dileto Jesus ? Leva-me contigo, que eu morra contigo.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;22.Como Judas, partindo de Cristo e dos apóstolos, foi aos Judeus e dos discursos que fez o Mestre&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;com os discípulos depois da ceia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Capítulo Sexto&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Judas, ouvido a palavra de Cristo, de súbito levantou-se da mesa instigado pelo demônio e foi aos escribas e fariseus e pediu-lhes ajuda, isto é, gente armada, para realizar a sua iníqua promessa. Mas o doce Jesus, permanecendo à mesa com os onze discípulos, começou a falar-lhes e com doces admoestações a consolar-lhes, sobretudo confortando-lhes que deveriam ter juntamente amor e dileção, e dizendo-lhes que brevemente deveria afastar-se deles e que todos o abandonariam. E, respondendo Pedro que se todos o abandonassem, jamais ele se afastaria, ele lhe disse: “Pedro, eu te digo que hoje, antes que o galo cante duas vezes, tu me terás negado três.” &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;E assim, estando em doces e longos discursos, sendo já noite, disse: “levantai-vos e partamos daqui.” E levantando-se, e chorando amargamente os discípulos, e ele com suavíssimos discursos confortando-os, foram para fora de Jerusalém, em direção ao monte das Oliveiras, e entraram no horto, onde costumava reunir -se à noite com os seus discípulos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;23.Considera e pensa devotamente os doces e deleitáveis discursos do dileto Jesus com os discípulos. Considera como estavam atentos às suaves palavras do caro Mestre, das quais Pedro já havia dito: “Senhor, tu tens palavras de vida eterna.” Pensa como os seus discursos não eram senão de amor. E tu, fala ao amoroso Esposo, dizendo: “Dá-me, Senhor, este amor; que eu ame sobre todas as coisas, e possa dizer com o Apóstolo: “Quem poderá me separar da caridade de meu Jesus? Estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem perseguições, nem fome, nem outra tribulação jamais me poderão separar do teu amor.” Pensa também devotamente que sofrimento era para os discípulos quando o seu Mestre caminhava para a morte: e como chorando o seguiam, indo ao horto. E assim tu, chorando juntamente com eles, seque o caro Jesus dizendo: “Eis que contigo quero ir à morte, preparada a seguir-te na paixão e na morte. Eis, renuncio a mim mesma e tomo a minha cruz, e quero te seguir. Sustenta-me, doce Senhor, e aumenta em mim o desejo, e liga-me contigo em amor, de modo que já mais possa me afastar de ti.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;24.Como o Senhor Jesus esteve no monte das Oliveiras, e da oração que fez três vezes no horto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Capítulo Sétimo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Tendo chegado o dulcíssimo Jesus sobre o monte das Oliveiras, e entrando no horto, fez sentarem em uma parte deste os discípulos, e chamando três deles, isto é, Pedro, Tiago e João; afastou-se dos outros por um pouco de espaço, e estando com estes, começou a apavorar-se todo, e pleno de dor; e voltando para os três discípulos, fala e diz: “Filhinhos meus, tende compaixão de mim, porque a minha alma está triste até à morte; estai um pouco aqui e velai comigo, até que eu vá ali orar.” E, afastando-se desses quanto seria um tiro de pedra, pondo-se de joelhos sobre a terra, começou com lágrimas a orar ao Pai e dizer: “Meu Pai, todas as coisas te são possíveis, tira de mim este cálice da amarga paixão, que eu devo sustentar. Nada menos, seja feita não a minha vontade, mas a tua.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;25.E feita a oração, permanecendo um pouco, levantando-se, retornou aos três discípulos e encontrando-os a dormir, fala a Pedro que se mostrara mais fervente, e diz: “Pedro, tu dormes? Que é isto, que não entres em tentação, porque o espírito pronto, mas a carne enferma.” E deixando-os, afastou-se ainda deles para um outro lugar distante um tiro de pedra, e fez oração, como antes. E levantando-se da oração, retornou ainda aos discípulos, e, encontrando-os a dormir, não soube ele o que dizer. E, deixando-os ainda, foi a um outro lugar, igualmente distante, e prostrando-se por terra, entrou em agonia. E, sendo-lhe apresentadas diante dele todas as penas que deveria suportar, orando mais longamente, pela dor que sentia, veio-lhe um suor de sangue que todo o banhava, e corria por terra. E então, apareceu-lhe o anjo do céu e o confortava. E ele, confortado, levantou-se e tornou aos discípulos que havia deixado, e encontrando-os a dormir, disse-lhes: “Levantai-vos, agora basta; eis que quem deve me trair está perto. O Filho do homem será traído na mão dos pecadores.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;26.Permanece aqui, alma devota, e pensa com sentimento aquilo que fez o doce Jesus no horto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Antes considera, mas não sem abundância de lágrimas, o teu dileto Jesus, quando começa a orar, como se muda inteiramente na face, e como ele, apenas podendo falar, todo apavorado, diz: “A minha alma está triste até à morte.” E tu, amargamente chorando, aproxima-te dele e dize-lhe: “Ó doce Senhor, ó dileto Mestre, porque tens medo? Mas, porque vieste a este mundo, senão para receber a morte, e para salvar-me? Ó caro Senhor, tu foges à morte? Quem pagará o meu pecado?” Depois volta-te para os discípulos e diz-lhes: “Levantemo-nos e oremos, e choremos, que o caro Mestre nos será tirado.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;27.Olha ainda, alma dileta, e considera o modo de oração de teu amoroso Jesus, e dele toma o exemplo em teu orar; como humildemente se inclina em terra, e como pede que seja feita a vontade do Pai, não a sua. Vê como ora com grande fervor, até que lhe brotam gotículas de sangue; não uma vez, porém mais, retoma a oração. Pega o exemplo em todas estas coisas, e daqui não te afastes; que tu o acompanhes com grande pranto na tua oração. E fala com ele, dizendo: “&lt;span style="text-transform: uppercase;"&gt;ó&lt;/span&gt; delicadíssimo Jesus, em quanta ansiedade vejo-te colocado, que o sangue corre daquela face santíssima.” Ó face belíssima, na qual desejam os anjos olhar, como foste tornada banhada e ensanguentada. Ó meu coração de ferro, porque não te rompes, tendo compaixão pelo teu dileto, posto em tanta pena e aflição? Minha alma tem compaixão de teu doce Esposo, que tendo tão grande suor, não tem quem lhe dê toalha para enxugar aquela face delicada, toda ensanguentada. Também considera o fim da oração, como foi pelo anjo confortado; e ainda que não houvesse pedido, não lhe faltou a visitação angélica; e apareceu-lhe o anjo para demonstrar que, às nossas orações, feitas com humildade, o anjo está presente, e as oferece diante de Deus.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;28.Como o Senhor Jesus foi preso no horto e levado, descendo o monte, dentro de Jerusalém.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Capítulo Oitavo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Falando o Senhor Jesus com os seus discípulos, assim adormecidos, eis chegar Judas ao longe, tendo consigo uma grande turba de servos, a qual tinha conseguido dos príncipes e fariseus; vindo com bastões, lanças e espadas e lanternas; e porque também havia tirado Judas servos de Pilatos, os quais não conheciam Jesus e também porque são Tiago menor era parecido com Cristo, para que não errassem e prendessem um pelo outro, tinha &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; lhes dado um sinal, dizendo: “Aquele que eu beijar com a minha  boca, é ele; prendei-o e levai-o cautelosamente, que não vos fuja das mãos. E vendo o Senhor Jesus virem para ele, foi ao encontro e disse a Judas, que vinha adiante: “Amigo, o que vens fazer?” Mas o iniquíssimo traidor, fingindo-se de ser amigo, aproximou-se dele para beijá-lo. E Cristo lhe disse: “Judas, tu trais com um beijo o Filho do homem?” E, chegando-lhe adiante os servos para prendê-lo, disse a eles: “Quem vós procurai?” E eles responderam: “Jesus Nazareno.” Disse o Senhor Jesus: “Sou eu.” E imediatamente, ouvida esta palavra, caíram por terra, retornando atrás. E fazendo-os levantar, perguntou-lhes ainda: “Quem vós procurais?” E aqueles, respondendo: “Jesus Nazareno”, também caíram por terra, dizendo o Senhor Jesus: “Sou eu.” E levantados, lhes disse: “Eu já vos disse que sou eu; se então vós me procuras, deixai irem estes meus discípulos”. Então os servos prenderam o doce Mestre, e ligaram-no apertadamente, lançando uma corda ao pescoço. Pelo que os discípulos, abandonados, vendo preso o Mestre, disseram: “ Mestre, queres que nós te ajudemos com nossas espadas?” E Pedro, não esperando a resposta, por grande fervor, brandindo a sua espada para ferir um daqueles servos na face, feriu-lhe a orelha. E voltando-se o Senhor a Pedro, disse-lhe: “Põe a tua espada em seu lugar porque qualquer um que pegar a espada, perecerá pela espada. O cálice que me deu o Pai, tu não queres que eu o beba? Não penses que eu não possa pedir ao meu Pai e imediatamente me mandará mais que doze legiões de anjos? Como então se cumpririam as escrituras, porque é necessário que assim se faça?” E tomando a orelha do servo, colocando-a no seu lugar, sarou-a. Depois, voltando-se à turbas, disse-lhes: “Vós viestes para prender-me com lanças e espadas, como se eu fosse um ladrão. Eu estava convosco no templo pregando, e não me prendestes nunca. Mas, esta é a vossa hora e da potência das trevas.” &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;29.Pensa agora devotamente, e com lacrimal compaixão, como o teu doce Jesus traído por Judas com o beijo, e grita contra ele: “Ó traidor péssimo, como não temes aproximar aqueles lábios imundíssimos e poluídos daquela boca santíssima, a qual é plena de toda doçura e suavidade?” Vê também a mansidão do piedoso Jesus, que chama amigo o seu traidor, e não expulsa de si, querendo ele trair com o beijo. Chora também, e sofre com os discípulos, pensando quanta dor receberam quando viram prenderem o seu Mestre. E vê o fervente amor de Pedro, o qual por ele se expôs à morte. Pensa particularmente em cada coisa, e com grande compaixão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;30.Como o Senhor Jesus é levado para Jerusalém: e antes à casa de Anás, onde lhe foi dada uma bofetada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Capítulo Nono&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Tendo os servos pérfidos, ligado o benigno Jesus, levaram-no com grande ímpeto e furor na descida do monte, puxando-o pela corda que tinha ao pescoço, e pelas cordas amarradas às mãos, puxando-o com grande força, tal que as sandálias que tinha lhe saíram dos pés e permaneceram sobre o monte. E os discípulos, todos amedrontados, o abandonaram; e aqueles iníquos o levaram para dentro da cidade, seguidos ao longe pelos discípulos Pedro e João evangelista. O mesmo João, estando sobre o monte quando prenderam o Mestre, prenderam também João pelas vestimentas; mas ele, deixando as vestes, fugiu nu, e depois retornou e juntamente com Pedro seguia de longe o caro Mestre, que levavam amarrado. E tendo entrado dentro de Jerusalém, os servos, passando di ante da casa de Anás, sogro de Caifás, o qual era pontífice naquele ano, levaram-no e o apresentaram ao mesmo Anás, o qual, perguntando-lhe de sua doutrina e de seus discípulos, o manso Jesus respondeu e disse: “Eu falei abertamente ao mundo, e em o culto nada disse. Por que perguntas a mim? Pergunta àqueles que me ouviram, porque sabem o que eu disse.” E tendo assim respondido, um dos servos, que estava ali presente, deu-lhe uma grande bofetada, dizendo-lhe: “Então, deste modo tu respondes ao pontífice?” E então, o Cordeiro mansíssimo, humildemente respondendo-lhe, disse: “Se eu falei mal, dê-me testemunho; mas se falei bem, por que me bates?” E tendo entrado o Senhor Jesus em casa de Anás, Pedro e João que o seguiam, também entraram na casa, porque João era conhecido dos da casa e também introduziram Pedro dentro. O mesmo Pedro, tendo-o visto uma serva que estava à porta, disse-lhe: “Não és tu dos discípulos deste homem?” E Pedro respondeu: “Mulher, eu não sei o que tu dizes.” E assim, pela primeira vez Pedro negou Cristo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;31.Aplica-te, e pensa com grande compaixão, como Jesus, Cordeiro manso, é levado e puxado para baixo do monte, por aqueles iníquos, puxando-o pela corda, que tinha ao pescoço, batendo-o com as lanças sobre as costas, e espinhando-o, e talvez muitas vezes pela sua importunidade no puxá-lo, caísse por terra. E por isso tem-lhe compaixão, vendo-o assim maltratado e maximamente quando vês o teu dileto Senhor do céu e da terra estar diante de Anás, sua criatura. E chora devotamente, quando o vês batido em seus olhos, considerando a sua paciência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;32.Como o Senhor Jesus foi levado à casa de Caifás&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;e das zombarias e vergonhas que lhe foram infligidas durante toda a noite.&lt;span style="text-transform: uppercase;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Capítulo Décimo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Depois que o doce Jesus recebeu a bofetada, Anás, fazendo prendê-lo estreitamente, mandou-o a Caifás, pontífice, na casa do qual estavam congregados os escribas e fariseus, os quais desejosamente o esperavam. E partindo da casa de Anás, João Evangelista partindo também, foi à Senhora, Mãe do Senhor Jesus, com grande pranto e dor, anunciando-lhe o que havia acontecido ao dileto Filhinho. A qual ouvindo esta má e amarga nova, de se crer como quase caísse morta em terra. Mas são Pedro, porém, seguiu o Mestre, desejoso de ver o fim. Depois, então, que o Senhor Jesus foi levado à casa de Caifás, vendo-o aqueles cães raivosos, que esperavam com punhais e armas, correndo-lhe atrás, arremessaram-se contra ele, e tomando-o, levaram-no diante de Caifás. E ali começaram de muitos modos a acusá-lo, produzindo muitos falsos testemunhos contra ele. E finalmente, produziram dois falsos iníquos, os quais diziam: “Nós ouvimos este dizer: “Eu posso derrubar o templo de Deus e depois de três dias reedificá-lo”. E gritando todos aqueles raivosos contra ele, o manso Jesus calando, o sumo sacerdote, isto é, Caifás, levantando-se, gritando disse: “Tu não respondes a estas coisas que te são postas por estes?” E calando, porém, o manso Cordeiro, todos com grande ímpeto e fúria se aproximaram, percutindo-o com as mãos e com os pés, dando-lhe no rosto; outros, pondo-lhe um véu diante da face, dizendo: “Profetiza, quem te bateu?”, davam-lhe bofetadas; outros, tirando-lhe a barba, e dizendo-lhe insultos e vitupérios, e fazendo-lhe zombarias e escárnios, como a um patife, com fatos e palavras. Bem é de pensar que aquela face, toda angélica, fizeram ensanguentada, lívida e negra pelas muitas batidas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;33.E sendo assim tratado o bom Jesus, Pedro, estando no plano inferior, ao fogo, em meio à sala, com os servos que se aqueciam, eis uma serva, tendo-o visto, disse àqueles que estavam em torno do fogo: “Este, isto é, Pedro, é dos discípulos de Jesus Nazareno.” E Pedro, jurando, respondeu que não o conhecia. E imediatamente o galo cantou. E estando um pouco, aqueles homens que estavam ao fogo, disseram a Pedro: “Verdadeiramente, tu és daqueles, pois és galileu; o teu falar faz-te manifesto.” E um outro servo, cunhado daquele ao qual Pedro havia cortado a orelha, disse: “Certamente eu te vi no horto com ele.” E Pedro, então, temendo, começou a maldizer e a jurar que não o conhecia e imediatamente o galo cantou. E então o Senhor, que estava em cima, nas mãos dos judeus, olhou a Pedro; e Pedro, então, recordando-se da palavra que havia-lhe dito o Mestre, saiu fora da casa, e chorando amargamente, foi a um vale e ali chorou amargamente o pecado que havia feito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;34.E assim, estando o doce Jesus entre as mãos daqueles cães, sendo bem saciados dele, quando já meia-noite, puseram aquele Cordeiro mansíssimo e pacientíssimo numa prisão escura e estreita, fazendo-o amarrar com uma corda a uma coluna e deixando lhe alguns soldados para guarda, foram cada um para a sua casa. E o piedoso Jesus permaneceu assim aflito e ferido em meio àqueles malvados, os quais a noite toda lhe fizeram zombarias e vergonhas com palavras e com fatos. Ora, considera todas essas coisas de passo em passo, porque em todas verás que te será necessário ter grande compaixão para com o teu dileto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;35.Como o Senhor Jesus foi levado a Pilatos e diante dele acusado e depois por ele mandado a Herodes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Capítulo Décimo Primeiro&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;De manhã, voltando os pérfidos cães raivosos à casa de Caifás e tirando da prisão o Senhor Jesus levaram-no ao lugar onde faziam o seu conselho. Estando ali, e fazendo permanecer o Rei do céu e da terra perguntam-lhe e dizem-lhe: “Diz-nos se tu és o Filho de Deus.” Aos quais respondeu: “Se eu disser, vós não me acreditareis; e se eu vos interrogar, não me respondereis; nem, porém, me deixareis livre.” E então disseram: “Tu, então, és o Filho de Deus?” Disse o Senhor Jesus: “&lt;span style="text-transform: uppercase;"&gt;v&lt;/span&gt;ós dizeis que eu sou.” Então o sumo sacerdote, isto é, Caifás, disse: “Eu te esconjuro, por Deus bendito, que tu digas se és o Filho de Deus.” O piedoso Jesus responde: “Eu o sou! E digo-vos que vós vereis o Filho do homem sentar à direita da virtude de Deus e vir nas nuvens do céu.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;36.Então o príncipe, rasgando as vestes e gritando, disse: “Este blasfemou contra Deus; que vos parece?” E com grande furor e ímpeto, correndo para ele, bateram nele, prenderam-no e elevaram-no ligado a Pilatos, que era governador pelo império romano. E, porque era o dia da Páscoa, e Pilatos era pagão, para não se contaminarem não quiseram entrar no palácio de Pilatos; mas Pilatos saiu até eles, e vendo-lhe apresentado Cristo ligado assim, disse-lhes: “Que acusação apresentais vós contra este homem?” E aqueles responderam: “Se este homem não fosse malfeitor não o teríamos trazido a ti.” Pilatos lhes respondeu: “Se ele é malfeitor, prendei-o vós, e segundo a vossa lei julgai-o.” E eles responderam: “A nós não é Lícito matar ninguém.” Então Pilatos disse: “O que ele fez?” E aqueles responderam: “Nós o encontramos a subverter a nossa gente, e a impedir que se dê o tributo a César, e a dizer que ele é Cristo Rei.” Então Pilatos, levando o Senhor Jesus dentro do Palácio, secretamente lhe interroga, dizendo: “É tu o Rei dos Judeus?” Disse o doce Jesus: “Dizes de ti mesmo isto, ou outros o disseram de mim?” Disse Pilatos: “Sou eu talvez judeu? A tua gente e os teus pontífices te entregaram em minhas mãos. O que fizeste?” Então o Senhor Jesus lhe respondeu: “O meu Reino não é deste mundo. Se ele fosse deste mundo, os meus servos combateriam por mim, para que eu não caísse nas mãos dos judeus. O meu Reino não é daqui.” Disse Pilatos:” Então, és rei?” Disse o Senhor Jesus : “Tu dizes a verdade: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para dar testemunho da verdade. Quem e da verdade, ouve a minha voz.” Então disse Pilatos: “O que é a verdade?” E tendo feito esta pergunta, porque os malditos e raivosos judeus fora gritavam não esperando a resposta do Senhor Jesus, tendo-lhe já compaixão, saiu até os judeus e lhes disse: “Eu não encontro nenhuma razão de condenação neste homem.” E os inquietos judeus começaram a gritar, dizendo: “Ele subverteu todo o povo por toda a Judeia, começando da Galileia até aqui.” Pilatos, ouvindo nomear a Galileia, perguntou se ele era da Galileia, e tendo sabido que ele era da jurisdição de Herodes, mandou-o a Herodes, o qual tinha vindo naquele tempo de festa a Jerusalém.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;37.Como Herodes remeteu o Senhor Jesus a Pilatos, e como Pilatos depois o fez flagelar à coluna.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Capítulo Décimo Segundo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Manda Pilatos ligado o doce Jesus a Herodes, e indo ele, a sua Mãe, plena de amargura e dor, estava fora e esperava para vê-lo, porque de manhã, tinha vindo com João evangelista e com Maria Madalena e outras mulheres, as quais por compaixão a haviam acompanhado. E ela viu quando o seu dileto Filho foi levado da casa de Caifás à casa de Pilatos. E quanta dor sentia, vendo-o assim torpemente levarem-no, todo lacerado, batido e chagado, que havia perdido a sua forma, a alma devota o poderá pensar. Ela, havendo-o seguido até a casa de Pilatos, e ainda vendo levá-lo à casa de Herodes, imagina quanto sofrimento e dor sentia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;38. Sendo, então, levado o humilde Jesus diante de Herodes, este muito se alegrou, porque há muito tempo o havia desejado ver, e esperava vê-lo fazer algum sinal. E os escribas e sacerdotes, que o haviam seguido, constantemente o acusavam. E interrogando-o Herodes sobre muitas coisas, Cristo não lhe respondeu. Assim, vendo Herodes que ele não lhe respondia, fez escárnio dele, reputando-o louco. E, em seu desprezo, fez colocar sobre ele uma veste branca, como se faz aos loucos, e remeteu-o a Pilatos. E naquela hora tornaram-se amigos Herodes e Pilatos, os quais antes eram inimigos. E, sendo novamente apresentado a Pilatos, este chamou os judeus e lhes disse: “Vós me oferecesses este homem, e eis que eu não encontro nele nenhuma razão de conde nação. Nem Herodes, porque ele remeteu-o a mim. E eis que não fez coisa alguma digna de morte.” Mas os sacerdotes, acusando-o de muitas coisas, o Senhor não lhe respondendo, disse Pilatos: “Tu não respondes? Não vês tu de quantas coisas te acusam?” Porém, não lhes respondia, mas calava; tal que Pilatos, muito se maravilhava. E desejando Pilatos libertá-lo, chamou a turba e disse: “É costume que no dia da festa eu vos deva soltar um malfeitor. Quereis vós então que eu vos solte este ou Barrabás?” Barrabás era um ladrão notável, o qual por homicídio e traição estava na prisão. E pensou Pilatos que mais quisessem que fosse morto Barrabás. Mas aqueles cães raivosos, gritando: “Mata este e solta Barrábas.” Pilatos disse: “Que, então, farei eu de Jesus, chamado Cristo?” E aqueles gritavam: “Crucifica-o, crucifica-o.” Então Pilatos: “ó gente maldita, que mal ele fez? Eu não encontro nele nenhuma razão de condenação. Então, eu o farei bater e deixá-lo-ei livre.” Estando Pilatos assim a falar, a sua mulher mandou-lhe um mensageiro com uma embaixada nesta forma: “Deixa ir, não te embaraces com este homem, porque nesta noite eu sofri muitas coisas em visão por ele.” Pelo que Pilatos, ainda mais procurando livrá-lo, crendo fazê-los estar contentes, fez levar o manso Jesus aos seus soldados e amarrá-lo a uma coluna, completamente desnudado, e ali fez-lhe baterem asperamente com flagelos feitos de juncos marinhos, fazendo aquela face santíssima toda lívida e lacerada, ensanguentada. E depois, soltando-o da coluna por ordem de Pilatos, vestiram-no, por desprezo, de uma veste de púrpura velha, pondo-lhe em cima uma manta velha de cor amarela, porque antigamente os reis se vestiam assim. Deste modo, para maior desprezo seu e confusão, porque ele se chamava rei, vestiram-no deste modo. E pondo-lhe na cabeça u ma coroa de espinhos longos e agudos, puseram-no sentado numa cátedra, e lhe deram uma cana nas mãos, e todos vinham, um a um, e ajoelhando-se diante dele, o adoravam, dizendo: “Deus te salve, rei dos Judeus.” E, tomando aquela cana, davam-lhe sobre a coroa, de modo que aqueles espinhos se fixavam na pele santíssima da cabeça. E assim por longo espaço o tiveram, fazendo dele todos aqueles escárnios e irrisões, com fatos e palavras, que se pode imaginar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;39.Como Pilatos procurava deixar livre o Senhor Jesus, e depois finalmente deu a sentença contra ele.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Capítulo Décimo Terceiro&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Depois Pilatos, pensando com isso ter saciado a raiva dos judeus, conduziu--o fora, à janela, assim vestido de púrpura e todo ensanguentado com a coroa de espinhos. E mostrando-lhes o Senhor Jesus, disse-lhes: “Eis, eu lhes trago diante para que conheçais que eu não encontro nele nenhuma causa de condenação. Mas aqueles malignos, não contentes de vê-lo assim afligido, começaram a gritar: “Crucifica-o. Crucifica-o.” Então, Pilatos, irado, respondeu-lhes: “Gente maldita, tomai-o vós e matai-o, porque eu não encontro nele razão de condenação”. E aqueles, gritando, responderam: “Nós temos a lei, e segundo a lei ele deve morrer, porque se fez Filho de Deus.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;40.Então Pilatos, ouvindo estes discursos, teve mais medo, duvidando de não matar o Filho de Deus. E, reconduzindo-o dentro, interrogou-o e disse: “Donde és tu?” E não respondendo o Senhor, disse Pilatos: “Tu não me respondes? Não sabes que eu tenho poder para colocar-te na cruz, e poder para libertar-te?” E o manso Jesus lhe respondeu: “Tu não terias poder algum para comigo, se não te fosse dado do alto. E entretanto, aquele que me traiu, tem maior pecado que tu.” E por isso Pilatos muito procurava libertá-lo; mas os Judeus gritavam mais forte, dizendo: “Se tu libertas este, não és amigo de César, porque todo homem que se faz rei, contradiz César? Então Pilatos, temendo a inimizade de César, mais que a de Deus, conduziu-o ainda para fora; mostrando-o aos Judeus, disse: “Eis o vosso rei.” E aqueles gritavam: “Crucifica-o, crucifica-o... E Pilatos disse: “Quereis que eu crucifique o vosso rei?” E aqueles responderam: “Não temos rei, senão César”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;41.Então Pilatos, desejando contentá-los, fez trazer-lhe água, e diante de todos, lavou as mãos, dizendo: “Eu sou inocente do sangue desse justo; vós o vereis.” E todos responderam: “O seu sangue esteja sobre nós e nossos filhos.” E então Pilatos, para contentá-los, deixou Barrabás, e sentando sobre o tribunal, deu a sentença que o doce Jesus fosse levado ao monte Calvário e ali fosse crucificado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;42.Como o Senhor Jesus foi conduzido ao monte Calvário, e ali colocado na cruz, e como era zombado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Capítulo Décimo Quarto&lt;span style="font-variant: small-caps;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Dada a sentença e feita a cruz, e preparadas todas as coisas, e conduzido o Salvado Jesus, amarrado com as cordas ao pescoço, e tirado para fora da casa de Pilatos e pondo-lhe às costas a cruz na qual deveria ser crucificado; esta cruz, como se diz, era comprida uns quinze pés. E junto com ele conduziam dois ladrões para crucificá-los com ele. E eis que, conduzindo estes cães raivosos, sem piedade, o doce Jesus à cruz, fatigado pelo grande peso da cruz, caiu em terra; pelo que foi necessário que tomassem um que lhe levasse a cruz. E então a sua adorada Mãe, a qual esteve sempre na praça, e tinha visto e ouvido aquilo que aconteceu, e muitas vezes desfalecida, vindo-lhe ao encontro, e vendo-o assim todo desfigurado, que não parecia o seu Filho, de dor ainda cai em terra como morta. Quanta era a dor da aflita Mãe, pense a alma devota. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;43.Sendo, portanto, conduzido o piedoso Jesus fora da cidade ao monte Calvário, aqueles iniquíssimos Judeus o despojaram e deixaram nu diante de todo o povo, e estendendo na terra a cruz, pregaram-no sobre ela com pregos longos, pontiagudos. E tendo eles feito dois buracos, no alto do lenho, para cravar as mãos, tendo cravado uma mão, e a outra não alcançando o outro buraco, prenderam aquele braço santíssimo e pela força o trouxeram até o buraco, de modo que recebeu inestimável dor. Depois com um prego cravaram os pés santíssimos. E então, o mansíssimo Cordeiro, rezando a Deus por eles, dizia: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.” E essa foi a primeira palavra que ele disse na cruz. Depois, levantando a cruz, a cravaram na terra. Esta cruz era de três lenhos, isto é, o lenho vertical, que era de cipreste; o lenho transversal, que estava no alto, à cabeça do lenho vertical, era de palmeira; de modo que a cruz era à maneira do sinal Tau, isto é, feita nesta forma T; e na terra estava fixo um lenho grosso, que era de cedro, no qual estava cravada a cruz. Depois, sobre a cruz, Pilatos fez colocar uma tabuleta, a qual era de oliveira, na qual estava escrito: “Jesus Nazareno, Rei dos Judeus.” De modo que, em tudo, havia na cruz quatro diversos lenhos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;44. Estando, assim, levantada a cruz santíssima, também foram erguidas duas outras cruzes, sobre as quais foram postos dois ladrões, um à direita, e o outro à esquerda. E então os soldados de Pilatos tomaram as vestes do Senhor Jesus, as quais eram duas, isto é, uma túnica que levava em cima, da qual fizeram quatro partes; a outra, que levava em baixo, e porque era sem costura, não a repartiram, mas tiraram as sortes, para ver de quem seria. E esta, havia-lhe feito a sua Mãe, sendo ele pequenino. E como ele crescia, assim crescia a túnica. Estando, portanto, assim Cristo na cruz, os escribas e fariseus faziam escárnios juntamente com as turbas, dizendo: Este salvou os outros; salve-se a si mesmo, se o puder. Se ele é Filho de Deus, desça já da cruz e nós creremos.” E ainda, um daqueles ladrões que estava na cruz blasfemava dizendo: “Se tu és Filho de Deus, salva a ti mesmo e a nós. “Mas o outro ladrão, respondendo, dizia-lhe: “Nem tu temes a Deus, porque estás naquela mesma condenação que estão os judeus? Nós certamente receberemos aquilo que merecemos; mas este não fez mal algum.” E voltando-se para o Senhor Jesus, lhe disse: “Senhor, peço-te que te recordes de mim quando tu vieres no teu Reino.” Ao qual o misericordioso Senhor respondeu: “Em verdade te digo que hoje tu estarás comigo no paraíso.” E esta foi a segunda palavra que ele disse na cruz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;45.Como o Senhor Jesus recomendou a Mãe ao discípulo,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;e como o sol se obscureceu, e depois como morreu na cruz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Capítulo Décimo Quinto&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Estando o dulcíssimo Jesus sobre a cruz, estava perto da cruz sua Mãe dolorosíssima, e com ela, Maria de Cléofas, sua irmã, e Maria Madalena e João evangelista: e todos choravam dolorosamente vendo as penas que o seu doce Filho suportava. A mesma dor, pelo que toca à sua Mãe, língua humana não poderia exprimir. E vendo-a o piedoso Filho, movido de compaixão, disse-lhe: Mulher, não sofras: eis João, que será teu Filho.” E depois, disse ao discípulo: “Eis a tua Mãe.” E esta foi a terceira palavra que ele disse na cruz. E em torno da hora sexta, o sol se obscureceu, e fizeram-se trevas sobre toda a terra, até a hora nona. E, em torno da hora nona, emitiu o Senhor Jesus um forte grito, dizendo: “Deus meu, Deus meu, porque me abandonasses?'' E esta foi a quarta palavra. E ouvindo alguns ele assim gritar, diziam: “Este chama Elias”, porque dizia, gritando: “Eli, Eli, lama sabactâni” que quer dizer: “Deus meu, Deus meu, porque me abandonasses?”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;46.E depois disto, sabendo o Senhor Jesus que todas as coisas estavam cumpridas, para realizar bem as escrituras, gritou ainda e disse: “Tenho grande sede.” E imediatamente, correndo, um tomou uma esponja de vinagre misturado com fel e pondo-a na ponta de uma cana, a pós em sua boca. E tendo o Senhor Jesus experimentado, não a quis beber. E esta foi a quinta palavra que ele disse sobre a cruz. Depois disse a sexta palavra: “Tudo está consumado.” E estando um pouco, gritando em alta voz, disse a sétima palavra, isto é: “Pai, nas tuas mãos recomendo o meu espírito.” Dita esta palavra, inclinando a cabeça, rendeu o espírito a Deus. E eis que imediatamente a cortina que estava no templo, se fez ao meio, e houve um grande terremoto e as pedras se rompiam e as sepulturas se abriram, e muitos corpos de santos ressuscitaram, os quais, vindo à cidade, apareceram a muitos. E vendo o centurião, e os outros soldados, dos quais era cabeça, o terremoto e as outras coisas que ocorriam, disse: “Verdadeiramente, esse era Filho de Deus.” Mas os Judeus, vendo aquilo que acontecia, retomaram a casa, e as turbas do povo, parecendo-lhes ter feito mal, batiam-se no peito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;47.Como foram quebradas as pernas aos ladrões,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;e como o corpo do Senhor Jesus foi descido da cruz e depois sepultado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Capítulo Décimo Sexto&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Estavam ali presentes a sua Mãe e outras mulheres, que haviam-lhe feito companhia, e seguido Cristo, servindo-o, entre as quais Maria Madalena, e Maria, Mãe de Tiago menor e a mãe de José, as quais não se afastaram da cruz, fazendo companhia à sua Mãe santíssima. Depois, em torno da hora de vésperas, os Judeus, não querendo que os corpos daqueles que estavam na cruz, ali permanecessem até o sábado, que era o dia da Páscoa, pediram licença a Pilatos de fazer quebrar-lhes as pernas. E vieram e fizeram quebrar as pernas àqueles dois ladrões. E depois, chegando a Cristo e encontrando-o já morto, não lhe quebraram as pernas; mas um soldado, que tinha o nome de Longino, dirigindo a lança, firmou-a no lado direito, do qual imediatamente saiu sangue e água; e descendo pela lança, ensanguentou as mãos, que ignorantemente levou aos olhos, e logo recebeu a visão, da qual antes era privado, porque era cego.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;48.Aproximando-se o anoitecer, um nobre homem, rico e bom, o qual era discípulo do Senhor Jesus, mas oculto por medo dos Judeus, confiantemente foi a Pilatos e pediu-lhe o corpo do Senhor Jesus, o qual ele lhe doou, tendo sabido do centurião, antes, como já estava morto. E vindo José com um outro discípulo oculto, chamado Nicodemos, e levando consigo bem cem libras de mirra e aloés, desceram aquele corpo preciosíssimo da cruz, vendo-o e tocando-o com grande pranto e dor a sua Mãe dolorosíssima. E depois, envolvendo-o em um lençol limpo, com aromas, puseram-no em uma sepultura, que havia num horto ali perto, na qual jamais se tinha posto alguém. E depois, a Mãe dolorosa retornou à casa de João evangelista.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Deo Gratias. Amém. Aqui termina a Paixão de Cristo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7998570290250471812-5290967627981292013?l=eustoquiademessina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://eustoquiademessina.blogspot.com/feeds/5290967627981292013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://eustoquiademessina.blogspot.com/2010/08/o-livro-da-paixao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998570290250471812/posts/default/5290967627981292013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7998570290250471812/posts/default/5290967627981292013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eustoquiademessina.blogspot.com/2010/08/o-livro-da-paixao.html' title='O livro da Paixão'/><author><name>Clarissas na Igreja</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03913513095221943274</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_M7SaW0lNoiU/TFRrvs45klI/AAAAAAAAARg/lfffamfiKR0/S220/P1190350.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_M7SaW0lNoiU/THFT3HHu1dI/AAAAAAAAAUo/CB2EYlGGJLA/s72-c/img.livrodapaixao3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
